domingo, 4 de outubro de 2015

Os Simbolos da Páscoa


Ao preparar os meus comentários e sermões da bíblia, comecei a pensar que estavam já se tornando cansativos pois, eram assuntos e temas com os quais eu venho trabalhando há muito tempo e veem se tornando repetitivos e sem nenhuma novidade. Sentindo a necessidade de trabalhar temas novos os quais eu nunca parei para meditar sobre eles; entendendo, desde o princípio que Deus não revela algo sem um propósito, eu deveria me questionar o "porque" destes acontecimentos terem sido relatados nas escrituras sagradas. Entre os temas com os quais vou me aplicar nos próximos meses estão as festas fixas, que além de comemorativas, eram cerimoniais típicas realizadas pelo povo de Israel. Minha intenção neste estudo é aprofundar de uma forma bem detalhada, não somente o fato histórico, cronológico, cultural, temporal e cerimonial que envolviam estas comemorações, mas principalmente tratar de questões espirituais que, acredito eu, eram os principais motivos de seu estabelecimento.


Vou começar as linhas deste, com o ritual da pascoa. E porque não? A comemoração da Pascoa tem um significado que vai muito além da percepção comemorativa contemporânea repleta de conceitos seculares, temporais e deturpados quanto ao real objetivo pelo qual ela foi estabelecida. Sem contar a tradição da igreja primitiva com seus dogmas espúrios que obliteram o que foi revelado nas escrituras e não ensinam o real valor da instituição e seu propósito. Sim! a afirmação é dura, mas devo repetir as palavras ditas pelo reformador católico Martinho Lutero "Provai todas as coisas pela palavra de Deus".

O contexto histórico em que foi estabelecida a instituição da Pascoa, foi o tempo em que o povo de Israel estava em seu cativeiro no Egito. Tendo endurecido o coração do Faraó, nove pragas haviam caído em forma de juízo entre os egipcios tendo sido preservado, apenas o povo israelita. O propósito das pragas, não eram apenas libertar israel. A intenção era mostrar a ambos os povos Quem É Jeová. Tanto que, quando Moisés foi introduzido na presença do monarca, ele se apresentou como o embaixador do grande "EU SOU". Essa era uma resposta à idolatria daquela nação que, até certo ponto, havia influenciado o povo Judeu. Cada praga que Deus lançava sobre os mesmos, colocava abaixo os deuses que eles adoravam. Não foi sem admoestações e advertências que Deus efetuou a décima e ultima praga. Deus disse ao Faraó, através de Moisés que, se ele não permitisse que o seu povo, o seu primogênito entre as nações, fosse liberto para adora-lo no deserto, seria tirada a vida do primogenito de Faraó - Exodo 4: 22 e 23. Conquanto fosse a última; pela sua misericórdia, ela foi avisada antes que a primeira praga acontecesse. A ultima e derradeira praga, mostraria o Deus da vida, infinitamente maior que o Faraó adorado e reverenciado erroneamente como um deus. Onde estaria seu poder quando os primogênitos de toda a nação e inclusive o seu próprio primogênito viesse a sucumbir?

Volvendo-nos das causas da ultima praga, podemos contemplar o estabelecimento da Pascoa. Antes que israel saísse do Egito, Deus deu as devidas orientações de como o povo deveria proceder quanto a sua partida. Cada orientação deveria ser seguida estritamente. Cada família, algumas em união com outras, deveriam tomar para si um cordeiro sem defeito qual seria imolado e seu sangue aspergido nas ombreiras das portas de cada família judaica, para que, passando o anjo da morte naquela noite não ferisse os seus primogenitos. Naquela noite, o cordeiro assado, deveria ser comido apressadamente com pães asmos e ervas amargas. Assim foi instituída a Pascoa, uma comemoração, que era um memorial da libertação de Israel do cativeiro egípcio. Mas a instituição é somente histórica e comemorativa?

Vou responder essa com textos de fontes inspiradas:

"A páscoa devia ser tanto comemorativa como típica, apontando não somente para o livramento do Egito, mas, no futuro, para o maior livramento que Cristo cumpriria libertando seu povo do cativeiro do pecado". Patriarcas e Profetas, pág 163.

Assim como nas atividades que envolviam os rituais sagrados do santuário os quais simbolizavam o real e verdadeiro tabernáculo, criado não por mãos humanas, mas pelo próprio Deus, onde todo o cerimonial prefigurava o que Jesus Cristo fez para remir o homem de seus pecados; a instituição da páscoa, além de ser um evento comemorativo, era repleto de minuciosos detalhes que apontavam para um evento extraordinário o qual envolvia, o sacrifício de Cristo, a remissão dos pecados na vida daqueles que aceitassem este sacrífico e a volta do salvador para libertar o seu povo de todos os tempos do cativeiro da morte para viver a vida eterna na terra prometida, a Canaã celestial. Cada elemento da Páscoa prefigura esse ideal.

Vamos então conhecer e dissecar cada um destes elementos:

O Egito: Se a páscoa é uma instituição típica que aponta para o grande livramento do povo de Deus da morte e do pecado; logo, o Egito simboliza este mundo em seu estado atual degradado. E se, o Egito representa o mundo; logo, Faraó representava Satanás. Como Cristo um dia disse: "Aí vem o principe deste mundo e ele nada tem que ver comigo".

O Cordeiro sacrificado: "...cada um tomará para si um cordeiro, segundo a casa dos pais, um cordeiro para cada família" Êxodo 12:3. Este era o centro da realização da páscoa - o cordeiro sacrificado e o mesmo simbolizava Cristo, "O cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo" Jo 1:29. Ou como diz o apóstolo: "Pois também Cristo, nosso cordeiro pascal, foi imolado" I Cor 5:7.

O sangue do cordeiro nas ombreiras das portas: - "O hissopo empregado na aspersão era simbolo da purificação, assim sendo usado na purificação da lepra e dos que se achavam contaminados pelo contato com cadáveres. Na oração do salmista vê-se também sua significação 'Purifica-me com hissopo, e ficarei puro; lava-me, e ficarei mais alvo que a neve' Salmo 5:17". Patriarcas e Profetas página 163.

A carne: O ato simbólico de comer a carne significa que não basta crermos em Cristo, nosso cordeiro pascal e libertador, significa que temos um papel a desempenhar neste processo de libertação. Não basta crer nEle, mas devemos no alimentar dEle, por meio da comunhão que envolvem a oração, o estudo da palavra e a meditação. Por isso Cristo disse "Se não comerdes a carne do Filho do Homem, e não beberdes de Seu sangue, não tereis vida em vós mesmos. Quem come da Minha carne e bebe do Meu sangue, tem vida eterna" João 6:53, 54 e 63.

Ervas amargas: O comer a carne com ervas amargosas representam a amargura do cativeiro do Egito. Assim, ao nos alimentar de Cristo, devemos fazer com contrição de alma, arrependidos pelos nossos pecados que causam separação entre nós e o nosso libertador. Separação essa que por milênios tem nos tornado escravos deste mundo.

Pães Asmos e o Fermento: Cristo é revelado no livro do apóstolo João como o pão que desceu do Céu e a observância que envolve o comer pães asmos sem qualquer introdução de fermento em sua receita indica que este fermento representa o pecado do qual todos os que se alimentam de Cristo devem se abster. "Por isso celebremos a festa não com o velho fermento, nem com o fermento da maldade e da malícia, e sim com os asmos da sinceridade e da verdade" I Cor 5:8.

Assim pois está relatada a observância da páscoa no livro sagrado, não apenas para que fosse praticada; pois, quando Cristo esteve na terra e ao se despedir dos Seus discípulos, instituiu a santa ceia para que fosse celebrada em lugar da páscoa. Mesmo assim, a páscoa deveria ser estudada ao longo dos séculos até a volta de Cristo para entendermos a profundidade das lições espirituais através dos símbolos desta instituição.



 

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Graça - O Amor de Deus em Ação


Lidar com quebra de paradigmas não é fácil porque exige que nós saiamos da nossa zona de conforto com relação às nossas filosofias de vida, ideais, costumes, tradições e até mesmo conceitos doutrinais. Um deles é o conceito de graça com o qual estamos acostumados a ouvir constantemente. É comum vermos os nossos pastores, dentre outros oradores, que a Graça é um dom imerecido. Assim tem sido pregado e nós, sem qualquer questionamento ou análise bíblica, aceitamos de bom grado e assim repetimos em nossos comentários quando é oportuno. Não está errado dizer que a graça é assim; porém, o conceito não está completo. A graça é tão eterna quanto é eterno o próprio Deus; pois, está intimamente relacionada com a natureza divina. Ora, se o pecado é o que nos faz imerecedores da graça, então qual era o conceito dado a ela antes que existisse o pecado?
Em todas as escrituras sagradas e em todos os livros de Ellen White, entendemos que a graça é o amor de Deus em ação. A dinâmica criadora do nosso Senhor revela o Seu amor pelas suas criaturas bem como o Seu próprio sistema de governo. Por esse motivo é que a graça é um dom que não merecemos. Porque somos dignos de morte; mas, o amor de Deus em ação revela a Sua infinita misericórdia em conceder ao homem um tempo de graça para converter-se dos seus maus caminhos, e poder viver eternamente no reino da Glória.
João em suas epístolas disse que Deus é amor, a Lei de Deus é uma expressão de Seu caráter; logo, a Lei também é amor. Quando Lúcifer levantou sérias acusações contra o caráter divino, ele introduziu dúvidas com relação à Graça, que é o amor de Deus em ação, manifesto na Sua própria pessoa e no Seu sistema de governo.
De acordo com o livro PP página 34, o principal motivo pelo qual Deus estabeleceu o Plano da Redenção, foi para revelar o caráter DEle. Em outro livro, O Desejado de Todas as nações, está escrito que "através do plano da redenção, o governo de Deus fica justificado". A palavra justificação aplicada ao pecador significa que, ao buscar a Deus com arrependimento genuíno, ele é perdoado e absolvido da condenação da morte pelos méritos do sacrifício de Cristo. Mas neste caso, a palavra justificação ganha um sentido mais amplo. O governo de Deus não precisa de perdão porque é perfeito, mas antes que fosse provada a sua inocência toda a sociedade universal contempla o desenrolar deste processo chamado O Grande Conflito; então, ao apresentar Cristo, o Seu sacrifício perante o Pai, cumprindo todos os requisitos da Lei, estando com a natureza humana degradada por quatro mil anos, o governo de Deus é absolvido, inocentado das acusações de Satanás. Seres celestiais e a humanidade, não terão dúvidas e reconhecerão que Deus é justo e bom e que todos os Seus caminhos são beneficentes.  Consegue perceber que o Plano da Redenção faz muito mais sentido para mostrar quem é Deus do que unicamente para salvar a humanidade?
Conquanto os seres celestiais possuíssem natureza mais elevada que a dos seres humanos, e embora essa natureza fosse imaculada, eles nunca foram e nunca serão absolutos na esfera em que foram criados. Somente Deus é absoluto. Somente ele tem o pleno conhecimento de si mesmo e de todas as coisas. Logo, embora soubessem que Ele é amor, que a Graça é o Seu amor em ação, eles não tinham plena compreensão sobre isso. Tanto que uma terça parte dos anjos se rebelaram contra Deus e a outra parte que se manteve do lado de Deus teve dúvidas, sem contar o fracasso de Adão e Eva, queda que aconteceu porque deram ouvidos as dúvidas que Satanás queria introduzir em seu coração. Logo, o Plano da Redenção, não somente foi colocado em prática para salvar o homem, mas para revelar à toda sociedade Universal o amor de Deus. A graça não surgiu com o Plano da Redenção, mas o mesmo é uma manifestação inaudita da graça.
Quando perdemos de vista o nosso foco - Deus. Quando nos concentramos em nós mesmos e em nossas prioridades, revestindo-nos de um falso manto de santidade, perdemos de vista o real sentido de sermos discípulos de Cristo. Centralizamos-nos no grande conflito e agimos como se Deus tivesse que estar sempre à nossa disposição para servir-nos. Agimos como se Deus fosse aquela pessoa camarada que passa por alto os nossos defeitos porque nos ama e quer nos salvar. Devemos ter a consciência que foi a rebelião de Satanás que o excluiu das cortes celestes para nunca mais voltar. Precisamos entender que, conquanto Deus seja misericordioso, não querendo que ninguém se perca, senão que todos cheguem ao arrependimento, a salvação de todo pecador depende do seu interesse genuíno em reformar a sua vida para ser qual Cristo, O Mestre a quem juga seguir. Nossa profissão de fé deve revelar O Seu Originador. É quando nós nos lançamos aos pés de Deus em nosso total desamparo e dependência, é quando debilitados, suplicando que Ele exerça em nós tanto o Seu querer como o efetuar conforme a Sua santa vontade que Ele opera em nós o desejo de contribuir para a salvação do caráter divino. O mundo cristão perdeu de vista o puro sentido da graça. Outro extremo o qual Satanás inculcou na mente humana é a ideia de um Deus tirano e arbitrário, que fica a espreita desconfiado, esperando a manifestação dos nossos erros para nos punir. Tal concepção chega a influenciar o pensamento de que Deus é sádico. Quando aceitamos o chamado para sermos Seus missionários, o propósito da missão está acima da nossa própria salvação. Revelar em nossa vida o poder transformador da graça que opera mediante a fé e é vista por todos como o amor de Deus em ação por Suas criaturas sem que um único ponto e vírgula da Sua Santa Lei sejam revogados, torna-se o alvo supremo da nossa jornada cristã.
Diante do conceito que agora temos da graça e ao chegarmos à conclusão de que o Plano da Redenção é uma manifestação inaudita da graça, colocado em prática para revelar o caráter divino, podemos facilmente compreender a função da igreja na terra. Mas para que tal afirmação não seja interpretada como sendo uma ideia pessoal, citarei o que está escrito no livro Atos dos Apóstolos página 9: "Desde o princípio tem sido plano de Deus que através de Sua igreja seja refletida para o mundo Sua plenitude e suficiência. Aos membros da igreja, a quem Ele chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz, compete manifestar Sua glória. A igreja é depositária das riquezas da graça de Cristo; e pela igreja será a seu tempo manifesta, mesmo "aos principados e potestades nos Céus" a final e ampla demonstração do amor de Deus".


quarta-feira, 15 de abril de 2015

Hebraísmo



Nas escrituras sagradas são usadas expressões idiomáticas, típicas da cultura israelita, as quais chamamos de hebraísmo. Alguns textos ou, eu diria, grande parte dos textos da Bíblia são compreendidos de forma superficial ou até mesmo de maneira equivocada pela falta de conhecimento das mesmas. Um exemplo clássico é a referência que temos de quando um dos discípulos pergunta a Jesus quantas vezes devemos perdoar e então Ele dá a seguinte resposta: "Setenta vezes sete". Cristo aqui, se utilizou de um hebraísmo o qual quer dizer infinitamente. Ele não disse que devemos perdoar 490 vezes; mas sim, sempre!

Alguns religiosos negam a divindade de Jesus Cristo excluindo textos das escrituras ou tirando outros de seu contexto; porém, notem o seguinte, várias vezes, nos evangelhos Cristo usa as seguintes expressões referindo-se a si mesmo: "Filho do Homem" e "Filho de Deus". Esses não são conceitos ocidentais, onde dizemos sem distinção nenhuma que todos nós somos filhos de Deus. Nestas expressões usadas no hebraico, quando Cristo diz que é Filho do Homem, Ele refere-se à sua absoluta humanidade e, quando Ele diz que é Filho de Deus, está referindo-se à Sua absoluta Divindade. Por esse motivo, os que se recusavam a reconhecer a divindade de Jesus, O repudiavam e tramavam a sua morte, mesmo reconhecendo nEle todos os indícios de que era Deus encarnado.

O estudo das escrituras não deve ser baseado em uma leitura superficial. Requer uma pesquisa mais aprofundada e dedicada sob a influencia do Espírito Santo para que não aconteça que tenhamos uma compreenção equivocada ou mesmo limitada. Cristo era 100% Deus e 100% homem. Alguém cuja natureza é singular e incomparável. Conquanto fosse também um profeta era sem sombras de dúvidas alguém que se distinguia entre todos os profetas.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Criação e Evangelho

Sabemos que pertencemos a Deus tanto pela criação quanto pela redenção em Cristo Jesus, pois Deus não somente nos criou, mas, uma vez que transgredimos sua Lei e nos tornamos pecadores, em Sua infinita misericórdia e justiça, Deus colocou Seu amor em ação, o que chamamos de Graça, para redimir o homem e recriar nele a Sua imagem e semelhança que, por conseqüência do pecado, quase foi obliterada em nossa natureza. Sendo que o assunto da criação não é mais uma novidade para nós, cristãos, e o tema da redenção nos é particularmente um assunto de constante reflexão, o que mais podemos extrair destes temas uma vez que a Revelação de Deus, em todas as coisas, é uma fonte inesgotável do conhecimento?

É comum no mundo atual, por conta do ceticismo prevalecente, acreditar que somos uma evolução dos macacos, ainda que para tal argumento não existam evidências o suficiente convincente para que o mesmo seja sustentado. O cientista Michael Behe, por exemplo, declarou que acreditava na evolução porque o assunto é comumente ensinado nas escolas, mas o cientista afirma que nunca havia parado para fazer qualquer pesquisa sobre o assunto, até se deparar com um livro escrito por Michael Danton cujo título era “Evolução – Uma teoria em crise”. Foi então que começou a questionar a origem de todas as coisas e através de minuciosas pesquisas foi conduzido a concluir que existe um ser de natureza e mente superiores e que projetou todo o universo. Michael Behe só não definiu quem é esse ser superior. Para o cientista pode ser qualquer outra forma superior de existência, podendo ser atribuída a origem de todas as coisas até mesmo aos extras terrestres. O fato, no entanto, mais importante em suas pesquisas é que as mesmas são fortes evidências e até mesmo incontestáveis da existência de um criador.

A compreensão, tanto da criação quanto da “recriação” da terra e seus habitantes encontra forte argumento em descoberta ainda mais antiga de outro cientista – Isaac Newton e está relacionado à ação da entropia sobre toda forma de energia. O processo de abstração matemática, que determina uma perda da disponibilidade energética percebido na aparência da matéria que caracteriza um envelhecimento, revela aos cientistas que o universo um dia já foi novo. Não somente isso, mas a ciência, obrigatoriamente, por causa desta manifestação, concorda que é preciso existir uma fonte que realiza a manutenção desta energia. Para os estudiosos deste assunto, falta reconhecer que essa fonte é Deus.

Passamos do processo em si para a sua procedência – Deus. O processo de entropia crescente é uma das leis naturais que Deus criou e a mesma revela algo surpreendente e que por conta do orgulho humano isso não é reconhecido – nada é eterno em si mesmo, com exceção do Criador. É fato percebível neste processo de entropia. Diz a Bíblia que o pecado fez separação entre nós e Deus; Ele, que é a fonte que realiza a manutenção de toda forma de energia. Forte argumento para entender o porquê envelhecemos e morremos, porque existem tantas doenças degenerativas, porque tudo a nossa volta está maculado, deteriorado, envelhecido e desgastado. Porque estamos desconectados da fonte renovadora da energia.

As palavras de Jesus “Eis que faço novas todas as coisas” têm uma expansão e uma amplitude que vai muito além da compreensão limitada do ser humano. Através de um estudo detalhado das Escrituras Sagradas, nota-se que existem quatro motivos pelos quais Cristo veio ao mundo como um homem. 1) Revelar o Caráter de Deus; 2) Redimir o homem; 3) Destruir e extinguir pecado e pecador e 4) Restaurar a terra. A remissão do homem e a restauração da terra envolvem tanto a transformação da natureza espiritual e mental, quanto da natureza física. Neste ato, Deus vai realizar a manutenção de energia levando a criação aqui na terra ao seu estado original, quando saiu de Suas mãos. É este um dos pontos em que associamos a criação com o evangelho; pois, uma vez a humanidade foi criada no que diz respeito à sua origem e futuramente será recriada, recebendo pela manifestação do segundo Advento de Cristo, mente e corpo incorruptíveis. E mais uma vez pela manifestação da terceira vinda de Cristo que virá à terra com os Seus santos remidos após o milênio, contemplarão da cidade santa, que descerá do Céu como uma noiva adornada para o seu noivo, a restauração da terra pelo poder do Senhor dos Exércitos. Essa mensagem é “as boas novas do evangelho”, de que pelo sacrifício de Cristo Jesus, tudo será ”recriado” ao seu estado original.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

A Falha de San Andreas (Califórnia)




Com um comprimento de mil e trezentos quilômetros que se estende desde o México e cortando, por inteiro, o estado da Califórnia, a grande falha de San Andreas é um dos acidentes geológicos mais perigosos e onde se encontra a maior atividade sísmica do mundo.  Trata-se da maior linha de falha geológica, uma cicatriz na terra onde verifica-se a união entre duas placas tectônicas que se movem paralelamente uma a outra provocando terremotos de grande magnitude ao longo da fenda de San Andreas. Essas placas são a da América do Norte e da crosta terrestre do pacífico.  Ao longo da linha de falha de San Andreas foram registrados 13 terremotos em potencial, um desses aconteceu no ano de 1906 na cidade de San Francisco, numa escala de 7.8. A cidade teve 10% do seu território devastado e 28 mil edifícios foram destruídos. O evento marcou o inicio de uma série de pesquisas realizadas na falha de San Andreas as quais conduziram os cientistas a uma conclusão de que a pressão existente na falha provocará um terremoto em potencial colocando em risco as grandes cidades da Califórnia; uma entre as cidades afetadas que poderá desaparecer do mapa é a cidade de Los Angeles. Acredita-se que tal terremoto poderá até mesmo fender o estado separando-o da América do Norte. Conquanto pode-se ter um parâmetro da proporção do terremoto por meio de mensurações dos sismógrafos, a pergunta que ainda não tem uma resposta é: - Quando esse terremoto ocorrerá?

Depois de três dias do terremoto em San Francisco, um geólogo renomado foi contratado pela Califórnia com a finalidade de descobrir a causa do tremor que sacudiu a cidade de San Francisco. A coleta de várias evidências deu ao cientista a visão de uma aparente linha reta causando distorções em ferrovias, curvas em estradas; e uma, entre as evidências que mais chamou a atenção do pesquisador, uma cerca que separava dois terrenos, no Condado de Merry, havia sido dividida em duas partes as quais foram separadas por uma distância de 2 metros e meio uma da outra. O espaçamento causado entre uma parte da cerca e a outra, juntamente com as demais coletas levaram os pesquisadores a concluir que a terra havia se movimentado, esse movimento caracterizava dois tipos de crosta terrestre se deslizando paralelamente uma do lado da outra. A da região costeira em direção ao norte e a do interior para o sul.


As placas tectônicas mostram que a terra é flexível encontrando-se em movimento, e tais movimentos algumas vezes produzem enormes tremores. Os cientistas acreditam que a crosta do pacífico movimentou-se ao longo de milhões de anos, do pacífico, até chocar-se com a região costeira da Califórnia. Em até determinado momento, a crosta foi subduzida, fazendo com que a mesma se encontra-se um pouco abaixo da placa do continente Norte Americano. Quando não mais poderia seguir adiante, a crosta passou a deslizar pela lateral da costa.

Minha visão sobre esse ponto de vista contradiz, até certo ponto, a visão dos cientistas. Um dos minérios encontrados na fenda de San Andreas é a serpentinita, um minério que pode ser transformado em talco. Segundo os geólogos esse minério facilita o deslizamento da placa em algumas regiões da falha. O interessante é que os mesmos afirmam que o minério foi levado do oceano para algumas regiões costeiras; logo concluo que, possivelmente, a placa não tem se movimentado do pacífico em direção à costa da Califórnia, mas das próprias profundezas do mar se ergueu até onde hoje se encontra.
Outro ponto contraditório é a causa da existência das placas tectônicas. Elas formam um conjunto de provas sobre como o dilúvio se evidencia através da estrutura mundial. Lemos na Bíblia que houve uma chuva tão intensa que foi capaz de inundar todo o mundo; no entanto, a proporção de tal aguaceiro precisa ser estudada também à luz das evidências reveladas na própria estrutura terrestre. Conta o livro Patriarcas e Profetas, escrito pela autora americana mais traduzida no mundo todo, que não era apenas uma chuva, mas uma torrente que invadia o mundo; não somente da fonte dos Céus, mas do próprio interior da terra. Do seu ventre eram arrojadas ao alto enormes rochas que quando caiam de volta ao solo eram sepultadas pela força da queda. A estrutura da terra, sendo analisada no ponto de vista das placas tectônicas, mostra que o mundo é como um prato quebrado e que sobre os seus cacos estão a terra e os oceanos em constantes movimentos e isso, segundo minha visão, é atribuído às consequências diluvianas. Com certeza, conforme o relato das Escrituras Sagradas, a estrutura do mundo era bem diferente, antes do Dilúvio, de como se encontra hoje.

“A superfície toda da Terra ficou transformada com o dilúvio... A Terra apresentava um aspecto de confusão e desolação impossível de descrever-se. As montanhas, que haviam sido tão belas em sua perfeita simetria, ficaram despedaçadas e irregulares. Pedras, lajes e rochas irregulares estavam agora espalhadas pela superfície da Terra. Em muitos lugares, colinas e montanhas tinham desaparecido, não deixando vestígio do lugar em que se achavam; planícies haviam dado o lugar a cadeias de montanhas. Estas transformações eram mais acentuadas em alguns lugares do que em outros. Onde estiveram os mais ricos tesouros da Terra, em ouro, prata e pedras preciosas, viam-se os mais acentuados indícios da maldição. E sobre os territórios que não eram habitados, e aqueles em que houvera o menor número de crimes, a maldição repousou mais brandamente. Nesse tempo imensas florestas foram sepultadas. Estas foram depois transformadas em carvão, formando as extensas camadas carboníferas que hoje existem, e também fornecendo grande quantidade de óleo. O carvão e o óleo frequentemente se acendem e queimam debaixo da superfície da Terra. Assim as rochas são aquecidas, queimada a pedra de cal, e derretido o minério de ferro. A ação da água sobre a cal aumenta a fúria do intenso calor, e determina os terremotos, vulcões e violentas erupções. Vindo o fogo e a água em contato com as camadas de pedra e minério, há violentas explosões subterrâneas, as quais repercutem como soturnos trovões. O ar se acha quente e sufocante. Seguem-se erupções vulcânicas; e, deixando estas muitas vezes de dar vazão suficiente aos elementos aquecidos, a própria terra é agitada, o terreno se ergue e dilata-se como as ondas do mar, aparecem grandes fendas, e algumas vezes cidades, vilas, e montanhas a arder são tragadas. Estas assombrosas manifestações serão mais e mais frequentes e terríveis precisamente antes da segunda vinda de Cristo e do fim do mundo, como sinais de sua imediata destruição”. Ellen G. White - Patriarcas e Profeta, página 107-109.

As ultimas palavras deste texto mostra-nos que conquanto não temos uma data específica que determina os eventos catastróficos eles vão, com certeza acontecer com frequências e com intensidades maiores. Acreditar que esses eventos precedem a volta de Cristo vai além de qualquer fato científico ou de meras especulações, envolve apenas fé. Mas posso afirmar com toda certeza do mundo que as evidências falam por si mesmas e que conquanto a fé por si mesma já é o suficiente, as evidências são chamadas de sinais para que o mundo saiba que pouco tempo lhe resta.

“As profundidades da Terra são o arsenal do Senhor, donde foram retiradas as armas empregadas na destruição do mundo antigo. Águas jorrando da Terra uniam-se com as águas do céu para cumprirem a obra de desolação. Desde o dilúvio, o fogo bem como a água tem sido o agente de Deus para destruir cidades muito ímpias. Estes juízos são enviados a fim de que aqueles que consideram levianamente a lei de Deus e menosprezam Sua autoridade, possam ser levados a tremer ante o Seu poder, e confessar Sua justa soberania. Vendo os homens montanhas ardentes a derramar fogo e chamas, e torrentes de minério derretido a secar rios, submergindo cidades populosas, e por toda parte espalhando a ruína e desolação, o mais arrogante coração tem-se enchido de terror, e os incrédulos e blasfemos têm sido constrangidos a reconhecer o infinito poder de Deus”. 
“Manifestações mais terríveis do que as que o mundo jamais viu, serão testemunhadas por ocasião do segundo advento de Cristo. "Os montes tremem perante Ele, e os outeiros se derretem; e a Terra se levanta na Sua presença; o mundo e todos os que nele habitam. Quem parará diante do Seu furor? e quem subsistirá diante do ardor da Sua ira?" Naum 1:5 e 6. "Abaixa, ó Senhor, os Teus céus, e desce; toca os montes, e fumegarão. Vibra os Teus raios, e dissipa-os; envia as Tuas flechas, e desbarata-os." Sal. 144:5 e 6”. - Ellen G. White – Patriarcas e Profetas; página 109.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Evolução e as Filosofias Mortais



Adolf Hitler
 
“É absolutamente impossível acreditarmos ao mesmo tempo na Bíblia, como completa e literal Palavra de Deus, e acreditarmos na teoria da evolução. Mais que isso, é quase impossível acreditar em um Deus pessoal de qualquer espécie, e acreditar também na teoria da evolução. Os chamados evolucionistas teístas, que conseguem imaginar que a evolução foi o “método de Deus na criação”, os quais professam ver na evolução um grande, belo e bem organizado processo da natureza – que amplia e desenvolve as concepções do indivíduo acerca de Deus – estão sendo inexcusavelmente incoerentes. A evolução, por sua própria natureza, é uma teoria materialista; nada é senão uma tentativa de explicar os fatos da biologia em termos de leis da natureza, sem a necessidade de recorrer à idéia do sobrenatural ou divino. A quinta essência da teoria evolutiva é o mecanismo e a doutrina do acaso.
 Mas, se Deus realmente criou o universo, incluindo todos os seres vivos, pelo método da evolução, a este escritor parece ter Ele selecionado o método mais ineficiente, cruel e insensato para fazê-lo que se pode imaginar. Se o alvo era a criação do homem, que razão possível poderia ter havido para coisas tão desajeitadas como os dinossauros, os quais dominaram e vaguearam pela terra por milhões de anos, somente para morrerem antes de o homem haver aparecido na cena? Supostamente, a evolução se verificou por meio da luta pela existência; e a sobrevivência dos mais aptos, caso seja verdade (ou melhor, não é verdade), isso implicaria que Deus estivesse estabelecido deliberadamente uma lei a qual, para ser posta em prática, dependeria do credo de que o poder é direito, e os fortes devem exterminar os fracos. Milhões de animais devem ter perecido no decurso desse suposto processo evolucionário, e isso sem razão aparente se, conforme os modernistas asseveram, o homem era alvo final de tudo. Nas palavras de certo professor ateu “A história inteira da evolução revela e testifica que não existe inteligência atrás desse processo. Ninguém pode compreender a evolução e acreditar em Deus”.
Além disso, o caráter ateísta e satânico da doutrina evolucionista se evidencia nas muitas más doutrinas sociais que ela tem ajudado. Nietzsche e Marx, ambos radicalmente ateus, foram profundamente influenciados pelas idéias de Darwin acerca da seleção natural e da sobrevivência dos mais aptos. Esses aplicaram aos campos social e filosófico aquilo que Darwin havia tentado aplicar ao terreno biológico e assim prepararam suas filosofias mortais. De Marx, o mundo tem herdado o socialismo, o comunismo e o anarquismo. A filosofia de Nietzsche tem influenciado profundamente o pensamento político alemão, e tem se tornado o fundamento do intenso militarismo alemão do meio século passado. Mussolini era um dos mais zelosos discípulos de Nietzsche, e o fascismo foi o resultado disso. O Nazismos foi criado no mesmo esgoto. A evolução também é a base dos muitos tipos de doutrinas imorais que atualmente estão sendo ensinadas nos campos psicológicos por Freud Russel, e outros. Os evangelhos da melancolia, tais como o determinismo e o behaviorismo têm o mesmo fundamento”. A Bíblia e a Ciência Moderna página 32 e 33.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Circuito Cósmico


“O Salmo 19 desde muito tempo vem sendo fonte de diversão para os críticos da Bíblia. Falando acerca do Sol, diz o salmista “Principia numa extremidade dos Céus, e até a outra vai o seu percurso”. Tem sido afirmado que o autor desse versículo obviamente acreditava na antiga noção de que o sol gira em torno da terra.
Mas essa acusação é muito injusta, visto que continuamos empregando frases e palavras do mesmo tipo, simplesmente porque falamos de nosso ponto de vista natural de que o sol surge pela manhã acima do horizonte, atravessa o céu, e desaparece no outro extremo. A ciência inteira da astronomia e da engenharia náutica se baseia sobre a suposição, feita puramente por conveniência , de que a terra é o centro de uma grande esfera celestial, na superfície da qual se movem, em órbitas bem ordenadas, o sol, a lua, os planetas e as estrelas. E, no que tange a qualquer uso prático, assim é. Baseando-nos nessa premissa, podemos traçar cursos, determinar posições, e fazer vintenas de outras aplicações.
As palavras do salmista, entretanto, talvez tenham sentido profundo muito mais científico que isso. Os principais astrônomos acreditam atualmente que o sol, juntamente com o sistema solar inteiro, em realidade atravessa o espaço com uma velocidade tremenda de 1.160.000 quilômetros por hora, numa órbita tão gigantesca que são necessários dois milhões de séculos para completar uma volta. Além disso, é provável que nossa galáxia também esteja se movendo em relação às outras galáxias.
O circuito do sol é de uma extremidade a outra dos Céus! Quem pode acusar o Espírito Santo de ignorar a moderna astronomia?”. A Bíblia e a Ciência Moderna página 08 e 09.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Dinâmica da Vida

Se as pessoas parassem para pensar nos vários aspectos que envolvessem a sua experiência de vida, veriam no ato da reflexão muito mais motivos para se alegrar do que para murmurar contra as dificuldades circunstanciais. É lógico que existem situações que nos colocam prá baixo e, dependendo do trauma, é quase impossível a superação; mas, preste atenção na palavra “QUASE”; ela precede a palavra “IMPOSSÍVEL”, portanto, a superação é sempre um alvo atingível por mais difícil que seja. O problema é se centralizar no problema; somando, então, problema mais problema qual será o resultado?
Muitas pessoas, eu diria até que, a maioria delas, anda como se tivesse um tapa olhos como os que são colocados nos cavalos, impedindo-as de ver o que está à sua volta. Ao invés de buscar, mediante o uso da inteligência, formas de superação, acabam se encerrando nos problemas, colocando uma estaca para delimitar a expansão do próprio ser.

É possível, mesmo com as experiências ruins, aprender algo de bom. Pelo menos a má experiência pode nos ensinar como não cometer os mesmos erros. Ninguém precisa errar para aprender; porém, uma vez que somos seres falhos e erramos com naturalidade, o importante de tudo é fazer uma conversão do caminho que até então estava sendo trilhado para outro melhor. Lembre-se dos ditados: “errar é humano, mas, persistir no erro é burrice”. “E quando a cabeça não pensa o corpo padece”. Existe uma grande diferença entre ser inteligente e ser sábio. Mas esses conceitos, quando unidos, podem ajudar-nos a alcançar o sucesso nas nossas aquisições. A inteligência é a capacidade que temos de assimilar e processar informação que resultarão em conhecimento; ao passo que, a sabedoria é a capacidade que temos de colocar em prática aquilo que aprendemos. Portanto, não basta ser inteligente; é preciso, saber viver.

Tenho ouvido pessoas dizerem que é melhor se arrepender das ações que deixamos de fazer do que as que as que fizemos. Será? – E quando pergunto – Quais são as que você deixou de fazer? – Nossa! Tenho até vontade de tapar os ouvidos. Que bom que você não fez! Essas são as palavras imediatas da minha consciência. Se tivermos que nos arrepender por algo que não foi feito, que seja pelos atos de bondade negligenciados ao próximo, por não ter confortado o coração dos aflitos, por não saciar a fome dos famintos e a sede dos sedentos, por não ter visitado os que estão isolados da sociedade por motivos de doença, por não ter levado uma mensagem de advertência, arrependimento, paz e esperança aos que negligenciam as leis de Deus e, principalmente, por não ter utilizado a nossa influência para motivar outras pessoas na pratica da caridade.

Quanto ao que fizemos, se os atos forem bons, de fato, não há o que se arrepender? – mas se pelo contrário, nossas atitudes prejudicaram não somente a nossa integridade física e moral, mas a de outros também, terrível é o fim de quem não se arrepende e não se converte para a prática de boas obras.

É relativo demais ensinar o arrependimento a partir dos atos que não fizemos, tanto quanto é relativo ensinar que não devemos nos arrepender de algo que foi feito. Imagine que você está super atrasado para uma reunião de trabalho e, ao andar pelas ruas da cidade, dificilmente você consegue pegar um farol aberto. Imagine então que por causa desses faróis você chegue mais atrasado do que o previsto. Então você começa a se sentir arrependido por não ter passado por alguns daqueles faróis sem esperar abrir o sinal verde para evitar o atraso. Agora pense nas possíveis conseqüências de transgredir as leis de transito, tais como: multas por passar em farol vermelho, pontos na carteira de motorista, atropelamento de pedestre e/ou batida de carro... o mínimo é você pagar pela transgressão mediante multa sem ocasionar a morte de alguém, o máximo é você ir preso por homicídio culposo. Em todas as circunstâncias percebemos que não há motivos para se arrepender de não ter transgredido uma entre as leis de transito. Talvez, você pode perguntar; mas se ao invés de se arrepender por não passar pelos faróis fechados, porque não se arrepender de não ter acordado mais cedo? – Está vendo? – Esse exemplo básico é uma representação de todas as circunstâncias da vida. Tudo tem que ser devidamente analisado da causa para o efeito, tanto o que foi feito quanto o que deixamos de fazer. Existem práticas as quais jamais deveriam existir uma vez que violam os preceitos, as leis e os estatutos que protegem a vida como um todo. Além de evitá-las, não devemos nos arrepender porque poderíamos tirar alguma vantagem delas, principalmente, se com isso, afetarmos de forma negativa a vida de outros.  

Aprender a tirar algo de bom de momentos ruins, não quer dizer continuar na pratica do que é errado, ou aderir aos hábitos prejudiciais os quais antes não nos pertenciam, só porque parece ser interessante em determinadas situações. O aprendizado com as experiências negativas envolvem desarraigar do nosso caráter falhas, inclinações, vícios e todos os hábitos nocivos. A vida é uma dinâmica interessante e devemos corresponder aos processos dessa dinâmica sendo pessoas melhores do que fomos no passado, e piores no presente do que como seremos no futuro; porém, se pouco ou nada fazemos para a reconstrução do nosso ser, ao invés de nos desenvolvermos dia após dia, seremos cada vez piores e as conseqüências dos nossos atos revelarão quem de fato somos.

“Portanto, transformai-vos pela renovação da vossa mente para que experimenteis qual seja a boa e perfeita vontade de Deus”

Meu pensamento é contrário ao ditado que diz existir solução para tudo menos para a morte. Pois segundo as escrituras sagradas até para morte há solução, e a mesma é proporcionada mediante o sacrifício de Cristo; porém, para o tempo que se perdeu não existe solução. Esse, além de ser irrecuperável, é incalculável. Não somos capazes de mensurar quais seriam os resultados de nossas boas ações se tivéssemos aproveitado todo o tempo que nos foi disposto. Por esse motivo é que devemos não somente nos arrepender, mas chorar com o coração contrito e buscar o perdão de Deus.

“Tanto o mau que fazemos quanto o bem que negligenciamos, reflete do ofendido e negligenciado, para Deus...em ambos os casos as conseqüências são incalculáveis”.

sábado, 23 de junho de 2012

As leis da Termodinâmica e a Lei da Dependência Mútua

Aplicada a toda forma de existência no universo, a Lei da Dependência Mútua, a qual encontra-se nos livros: Patriarcas e Profetas, O Desejado de Todas as Nações e Mente Caráter e Personalidade*, é um conceito por meio do qual entende-se que todos os  elementos que formam o universo, inclusive o ser humano,  são dependentes entre si. No livro O Desejado de Todas as Nações está escrito: “Não existe um animal que rasteja sobre a terra e não existe uma ave que cruza o Céu que deixa de servir a uma outra vida”. Lembro-me de uma reportagem sobre ecologia da TV cultura onde uma bióloga marinha relatou que uma espécie de tartaruga estava para entrar em extinção. Segundo ela, se isso acontecesse mesmo, haveria um grande desequilíbrio na natureza, a vida de outros seres seria prejudicada, inclusive a do ser humano. Aquela única espécie de tartaruga faz parte de uma grande rede, um sistema universal fundamentado em um princípio de reciprocidade mútua inquebrantável, um circuito contínuo de beneficência recíproca.
Embora esse seja um fato irrevogável e indiscutível, a ciência pouco tem avançado na descoberta desse princípio. Não é uma teoria, mas um fato cientificamente comprovado que, toda forma de energia, quer seja material ou não, possui um total de quantidade inalterado indicando que sua existência não partiu de um início evolutivo e que vem se desenvolvendo a passos lentos e incrementais como é afirmado pela teoria Darwiniana. Uma vez que existe uma relação de dependência entre todas as partes que compõe o sistema universal, seria impossível constatar a origem de todas as coisas a partir da Seleção Natural, cujo conceito baseia-se no acréscimo, aniquilação e preservação da energia. De acordo com a primeira lei da termodinâmica, a conservação da energia, todo sistema fechado possui o total da quantidade energética absolutamente completa; ou seja, não existe produção e nem destruição da matéria ou energia sem matéria em qualquer lugar que seja no universo. Resumidamente, a lei da conservação da energia e a lei da dependência mútua, contradizem a seleção natural de Darwin.
Uma descoberta feita pelo cientista Michael Behe e descrita em seu livro, A Caixa Preta de Darwin, é a complexidade irredutível, aplicada às máquinas moleculares, presentes nas células. O termo utilizado por Behe resume a compreensão de que esses sistemas complexos, entre os quais ele destaca o flagelo bacteriano, só seriam funcionais se todos os seus componentes existissem ao mesmo tempo. De acordo com suas pesquisas, a ausência de um único componente dessas maquinas prejudicaria o seu funcionamento, pois as partes funcionam de forma integrada e inter-relacionada. Se as peças desses sistemas complexos surgiram a passos lentos, seguros e curtos, uma após a outra e ao longo de bilhões de anos, conforme é proposta pela idéia Darwiniana, como tal teoria poderia explicar o fato de que tais sistemas foram preservados, não sendo funcionais até que todas as peças passassem a existir? Sendo que seu funcionamento depende de toda a sua completude, como poderiam essas máquinas serem preservadas, sem qualquer uma de suas partes, uma vez que o conceito da seleção natural não favorece a existência de algo que não seja funcional? – Só existe uma resposta, e a mesma não favorece a seleção natural; todas as partes deveriam existir ao mesmo tempo.
 A lei da Dependência Mútua praticamente aplica a complexidade irredutível a exatamente tudo o que existe no universo, e destrói qualquer idéia de cunho evolutivo.  Tudo, exatamente tudo, possui uma existência completa. A única mudança que ocorre em qualquer forma de energia é determinada pela segunda lei da termodinâmica, a Entropia Crescente, através da qual se percebe uma abstração matemática energética, uma perda de disponibilidade ou envelhecimento da energia; isso, porém, caracteriza um processo involutivo e não uma aniquilação de energia. A energia com certeza se torna indisponível porque é determinado pela entropia crescente; no entanto, ela não deixa de existir porque esse princípio é mantido pela conservação da energia.
* livros que foram escritos pela autora Ellen Gold White

segunda-feira, 9 de abril de 2012

O Amor e Seus Critérios

Apesar de nunca ter amado alguém de verdade, me surpreendo com a capacidade que tenho em compreender a essência e importância do amor, mesmo sem ter passado pelas experiências mais prazerosas e duradouras de se viver a dois. Mas para isso contei muito mais com a experiência de outros, por meio de fatos que observei nos relacionamentos de pessoas que conheço, de literaturas de auto-ajuda e principalmente das informações que busquei nas escrituras sagradas do que com as minhas próprias experiências; pois, na verdade, as minhas peripécias, são bem pobres para me acrescentar muita coisa, se bem que as experiências negativas me deram uma noção muito clara de como fracassar em um relacionamento se persistir nos mesmos erros. O que aprendi é muito difícil de se explicar com palavras, mas quando temos boa vontade e nos esforçamos em buscar a Deus por sabedoria, é muito fácil a prática dos princípios que garantem a felicidade de um casal. Aos que são solteiros, ainda que eu seja contada entre os mesmos, deixo essa reflexão: Não pensem como a maioria das pessoas, as quais acreditam que harmonizar felicidade e união matrimonial seja como jogar na loteria. O motivo de suas vidas serem um fracasso é porque não tiveram critérios na escolha de um conjugue, e esse critério não está relacionado apenas à análise que será feito de um futuro(a) companheiro(a), mas de si mesmo. Muitas pessoas elaboram uma lista de virtudes que querem encontrar na sua cara metade; porém, esquecem de fazer uma auto-análise para saber se de fato estão à altura de alguém com todas as qualidades que desejam.
Li recentemente em um livro que, principalmente a maioria das mulheres, tem o defeito de buscar felicidade em um relacionamento a custa da degradação de sua própria imagem. No começo algumas até sabem se impor quanto ao que querem em um parceiro, até sabem agir como uma mulher de valor; mas, quando se vêm envolvidas, logo permitem que a emoção sobrepuja a razão e perdem completamente o bom senso; não conseguem perceber quando são usadas, desrespeitadas ou enganadas e, se percebem, fazem vistas grossas. Na busca para agradar o parceiro, acabam perdendo de vista o seu mais alto valor (dignidade) e as prioridades que fariam dela um ser independente em termos emocionais, intelectuais e até mesmo materiais.
É preciso estar preparado em todos os sentidos para se relacionar com alguém. Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, se relacionar com alguém envolve muito mais a razão do que as emoções. Na verdade, muitos relacionamentos são um fracasso exatamente porque as emoções passaram a governar a razão. Defeitos que as vezes são incorrigíveis em algumas pessoas, são passados por alto e, conseqüentemente, com a condescendência de quem não consegue se impor, tais defeitos são levados, e não somente isso, mas agravados na ralação resultando em infelicidade.
É preciso ter critérios; ou melhor, é preciso ter valores que não são negociados e nem abrogados. Enquanto possa haver flexibilidade em alguns critérios para se manter um equilíbrio na relação, os valores são indispensáveis, e todos eles se resumem na dignidade que ambos tem que ter.
Portanto, mulheres, não se deixem levar apenas pela sua beleza. Não dêm prioridade à estética. Vocês precisam ser meigas, delicadas, gentis e ao mesmo tempo, tem que ter vida própria. Têm que ser mulheres de atitudes. Para as mulheres, é muito mais difícil desenvolver uma personalidade firme e autêntica, exatamente, porque anulam a sua personalidade na do companheiro. Os homens têm maior facilidade de lidar com suas emoções; mas, por outro lado chegam a ser insensíveis com determinadas situações da parceira. É nesse momento que a mulher deve saber se impor, com inteligência e educação. Um homem de valor, saberá apreciar e respeitar a mulher que não se permite ser pisada. Conquanto sejam educadas, tem de saber manter com firmeza suas idéias, principalmente quando é para a sua própria preservação e/ou envolvam princípios morais, os quais são inalterados e indispensáveis. Para falar a verdade, é possível ser flexível em relação a alguma idéia, quando convencida de que algo está errado; mas, quanto aos princípios morais, esses devem ser mantidos com firmeza, mesmo com o risco de perder a pessoa amada. Não sejam egoístas. Aprendam a admirar e reconhecer as boas ações de um cavaleiro, dêm a pessoa amada o devido respeito.
Quanto às atitudes dos homens: sejam íntegros, corteses, amáveis e cavalheiros SEMPRE, não somente quando estão cortejando alguém. Saibam oferecer a mulher o que ela necessita. Todas vão dizer que precisam de homens que sejam sinceros e, até eu que sou mulher, sei que nenhuma mulher gosta de tanta sinceridade assim. O que elas precisam mesmo é ser amadas, protegidas e se sentirem seguras ao lado do homem que amam. Todo amor que vocês puderem oferecer a elas, é tão facilmente resumido nessas atitudes – Carinho, Segurança e Proteção.
O sucesso no relacionamento está firmado em uma palavra simples e de significado profundo – reciprocidade. É preciso amizade, amor e cumplicidade mútuos.

Viver o tempo fora de tempo é perda de tempo

Parece sem sentido e, para quem lê logo de prima, é difícil de entender o que quero dizer. Apenas aprendi que devemos viver cada fase no seu devido momento. Infelizmente o novo, quando novo, tem comportamento de velho, e quando velho, sonha com o tempo da sua mocidade lamentando o que deixou de viver. Quando doentes e encerrados numa cama, se entristecem por não ter dado valor no que antes estava ao seu alcance e hoje não está mais. Em resumo, os bons momentos se perderam no tempo e a vida parece ter sido em vão. Uma grande amiga, Nádia Nascimento, disse algo que me fez pensar. Segundo a observação dela, devemos dar valor nos pequenos prazeres da vida, os quais passam desapercebidos por nós mesmos; tais como: saciar a sede, a fome, dormir em uma cama quentinha, sentir o vento no rosto, recepcionar uma visita, ver o sorriso de uma criança, e todas as demais rotinas do dia a dia. Se aprendermos a ser felizes com todas essas simplicidades, quando Deus derramar bênçãos maiores sobre nós, qual não vai ser o prazer que vamos sentir? – A lógica da sua observação me fez pensar que de fato, quem não consegue ver beleza nas situações simples de cada momento do cotidiano, não conseguirá se sentir feliz com as maiores realizações da vida. Uma frase tem sido muito utilizada em minha vida, sua autoria vem de uma das fundadoras da igreja Adventistas do Sétimo dia, “Viva cada dia como se fosse o ultimo, e faça planos como se você fosse viver 100 anos” Ellen Gold White.
Lições devem ser aprendidas, conceitos e princípios devem ser mantidos, o erro deve ser evitado; porém, se não conseguir, aprenda a não cometê-los, se arrependa do que realmente deve se arrepender, mantenha-se firme diante do que deve ser preservado e não peça desculpas quando estiver com a razão, elas vão dar a falsa impressão de que, você, é que está errado. Existe muito o que aprender e o que desaprender, e se cada momento for dedicado na reconstrução do próprio ser, nenhum tempo será perdido, antes, dele será tirado todo proveito para desenvolver o intelecto, edificar o caráter em princípios sólidos e imutáveis, e construir uma personalidade firme e autêntica. O tempo perdido é imensurável, tanto no que diz respeito ao bem que faríamos a nós mesmos e aos outros. E se quiser aprender a viver com qualidade, aproveitando cada fase da vida, por maiores que sejam as dificuldades da vida, o impossível pode acontecer, somente permita-se ser guiado Deus.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Os Princípios da Física e a Trindade

“Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o Seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis”. Romanos 1:20.

Toda a doutrina que envolve a trindade, através da qual entendemos que Deus constitui-se de três pessoas distintas, tem sido, ao longo dos anos, alvo de muita controvérsia, não somente entre os céticos, mas, também entre os próprios evangélicos. Há quem se divida, embora a doutrina seja incontestável, entre os que acreditam e os que não acreditam no Deus triuno.
Uma entre as objeções apresentadas refere-se aos princípios estabelecidos e inalterados da matemática por meio dos quais é impossível que a soma de três elementos possam resultar em um (1+1+1 = 1). Sendo assim, de acordo com esse argumento, três pessoas não podem ser ao mesmo tempo uma pessoa. No que diz respeito à lógica humana, com base em princípios científicos, parece haver um conflito entre a doutrina da trindade e as leis naturais; porém, é pela mesma natureza, as leis naturais e mesmo os princípios imutáveis da matemática que é possível obter exemplos de formas de existência constituintes de uma triplicidade de elementos distintos.
De acordo com as escrituras, Deus se revela por meio da natureza de forma que é inescusável ao homem não crer na existência divina; no entanto, a natureza, através de todas as ramificações da ciência, evidencia muito mais a respeito de Deus e Sua tri unidade, do que a mente humana é capaz de perscrutar. Uma vez que Deus se revela por meio da natureza, não é de se admirar que a mesma também possua triplicidade em suas diversas estruturas. Não é por conveniência que faço essa afirmação, mesmo Albert Einstein tinha a percepção da divindade por meio das leis naturais.
“Consideremos a seguir o universo físico que logicamente deve refletir, de modo bem íntimo, O Seu Criador. Todas as coisas conhecidas neste universo podem ser classificadas sob as divisões de espaço, matéria e tempo. Ora, o espaço, pelo menos até onde podemos compreendê-lo, consiste de exatamente três dimensões, cada qual igualmente importante e absolutamente essencial. Não haveria espaço, não haveria realidade, se houvesse apenas duas dimensões. Existem, pois, três dimensões distintas – no entanto, as três compõem juntamente a totalidade do espaço. Mas existe apenas um espaço. Note-se que para a obtenção da capacidade cúbica de qualquer espaço fechado, não se adiciona o comprimento à largura e à altura, mas antes, multiplicam-se as mesmas três dimensões. Analogamente, a matemática da trindade, não 1+1+1=1, mas antes, 1X1X1=1.
Essa analogia ainda se torna mais notável na questão da matéria. A nova ciência física tem reputado a matéria, de modo cada vez mais enfático, como simplesmente tremenda energia em movimento. Dependendo da velocidade e dos tipos de movimento, são apresentados aos nossos sentidos vários fenômenos, como som, cor, calor, contextura, dureza, etc. A energia é fonte invisível que se manifesta em movimento, e assim produz fenômenos. A matéria envolve essas três fases, e nenhuma outra fase pode ser corretamente incluída alem dessas três. Cada uma dessas fases é distinta, e no entanto, envolvem a totalidade da matéria, e nenhuma das três pode existir sem as outras duas. A energia é a primeira em ordem lógica e causal, mas não em ordem de importância ou precedência. O movimento, que corporifica, revela a energia e é gerado por ela, é a segunda fase. Os fenômenos procedem do movimento e compõem os meios pelos quais os próprios movimentos afetam e tocam os homens; assemelham-se ao Espírito Santo, o qual revela o Filho, e, por meio do Filho o Pai aos homens.
Finalmente, a ultima tríade é o tempo, e é uma entidade que consiste de futuro, presente e passado. Cada qual dessas facetas do tempo constitui a totalidade do tempo; no entanto, é distinta e, além disso, uma não existe sem as outras duas. O futuro é a fonte invisível do tempo, e é corporificado e tornado real, momento após momento, pelo presente. O passado, portanto, precede o presente, tornando-se novamente invisível, ainda que continuamente nos influencie, ajudando-nos a interpretar e compreender o presente, e até certo ponto, ajudando-nos a interpretar e compreender o próprio futuro.
Desse modo, cada detalhe do universo físico é notavelmente moldado no mesmo molde em que o Deus Trino nos é exibido na Bíblia. Isso não pode ser mera coincidência. Deve haver uma razão adequada para essas semelhanças tão fundamentais que facilmente passam desapercebidas ou são ignoradas”. A Bíblia e a Ciência Moderna, Henry M. Morris. Pág.25 e 26.
Mesmo o ser humano pode ser visto como um exemplo da Tri Unidade Divina. A própria Bíblia diz a esse respeito, quando nos revela que Deus criou o homem à Sua imagem e semelhança. A estrutura humana é composta, basicamente por mente, corpo e espírito (segundo as escrituras sagradas, espírito não é uma pessoa transparente dentro de nós a qual possui consciência própria e vive após a nossa morte. Esse espírito é como um código de Deus em nós - constituinte de leis fixas e faculdades – e que nos faz ser quem somos totalmente diferentes uns dos outros e que quando morremos volta para Deus sem qualquer consciência).
Á essa tríplice natureza, nada é acrescentado e nenhuma das partes pode existir sem as outras duas.

domingo, 4 de março de 2012

Oração


“A oração é o abrir do coração a Deus como a um amigo”. Caminho a Cristo pág. 93

A oração não é simplesmente um bate papo de uma conversa banal e sem propósito. Todas as vezes que ela é referida na Bíblia, existe um motivo grandioso por trás, que envolve o reconhecimento do servo quanto à dependência de Seu Criador, receber dEle a transformação do caráter e personalidade a imagem dAquele que nos criou, e muitas vezes ela é citada em situações de estudo e reflexão; pois é impossível que em um diálogo com Deus não sejamos instruídos por Ele. Esse é o diálogo mais elevado que alguém pode ter, o de receber de Deus o conhecimento da Sua vontade para vida do fiel inquiridor da verdade, transformando-o e habilitando-o, tanto para o serviço de Deus em salvar almas quanto para habitar nas mansões celestiais.
Diz Ellen White no livro caminho à Cristo página 93 que, Deus se comunica com os Seus filhos através da Sua palavra, através da natureza, da Sua providência e através do influxo do Seu Santo Espírito; porém, haverá uma enorme falha na comunicação, ou melhor, não haverá comunicação com Deus se não entretermos com Ele momentos íntimos de oração. Assim como em qualquer diálogo, para que a vontade e o conhecimento de Deus possam ser claramente compreendidos por aqueles que professam ter fé nEle, é necessário haver uma conversa recíproca; ou seja, todo diálogo tem que haver reciprocidade, portanto “... é necessário que, aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe e que é galardoador dos que o buscam” . Hebreus 11:06.
Outra importância da oração é que, ao nos achegarmos a Deus para contarmos as nossas alegrias e tristezas, não significa, em nenhum momento, que Deus não as conhece, pois Ele sabe muito bem do que necessitamos; quais são os nossos desejos e as nossas vontades. Em nenhum momento a audiência com o Altíssimo é para Lhe fazer conhecida a nossa vida, mas sim para habilitar-nos a recebê-Lo. Jesus disse aos Seus discípulos que tudo quanto pedirem em Seu nome, as comportas do Céu se abririam para que os mesmos pudessem receber as bênçãos de Deus, e no que diz respeito à palavra imutável do nosso Senhor e Salvador Cristo Jesus, essa é uma promessa que se tem cumprido sob a condição de obediência. De fato Deus derrama sobre nós as Suas bênçãos, mas elas sempre vêm superando as nossas expectativas e muitas vezes em substituição ao que pedimos, pois nosso coração inclinado para o pecado não sabe como e o que pedir a Deus. Por meio da orientação divina que nos faz saber a Sua vontade, Ele nos revela que a Sua escolha para nós é o melhor para Ele, superando em mais de 10.000 vezes o que lhe pedimos. A oração nos exercita a ter cada vez mais fé de que Deus fará sempre o melhor. Que Sua escolha para nós, não se limita apenas em nos beneficiar, mas sim, a outros e trazer honra e glória ao nome dEle, e muitas vezes nossos pedidos estão tão carregados do mais puro egoísmo que sequer temos a percepção das benção que Deus nos tem concedido para por elas agradecer em nossas orações. Portanto, é também de suma importância que o exercício da oração nos conduza a esvaziar-nos do nosso próprio eu, a fim de que o propósito de Jeová se conclua em nós; o de nos transformar a imagem santa, abnegada e altruísta Nosso Senhor Jesus Cristo.
Com o propósito de salvar a humanidade, Cristo desceu a terra. Um ser totalmente divino, revestido da totalidade humana. De acordo com a Bíblia, Deus se esvaziou de si mesmo – “Tende em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus o qual, subsistindo em forma de Deus, não considerou ser igual a Deus coisa que devia aferrar, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando semelhante aos homens” – Filipenses 2: 5 e 7; ou seja, se esvaziou de toda a Sua pompa e glória no Céu, deixou o seu cedro de governante por tempo determinado a fim de revestir-se de servo, como os súditos do Seu reino. Sendo Ele a riqueza do Universo se fez pobre e miserável para que os pobres e miseráveis pudessem receber a sua riqueza. Mas para isso, o sacrifício de Cristo não seria o suficiente. O homem teria que escolher receber essa riqueza, e não deveria escolhê-lo sem sacrifício. Teria o ser humano que se aniquilar; como no exemplo de Seu próprio mestre, se esvaziar –“Todo aquele que quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, toma a sua cruz e me siga” – Marcos 8:34. Por meio de situações probantes Deus conduz a alma anelante por alívio, dependente em simplicidade e humildade, rogando a Deus por socorro, e em resposta Jeová derrama sobre o mesmo as torrentes do Céu em generosa abundância. Portanto, é impossível ao que busca a Deus em suas orações com simplicidade e humildade, em reconhecimento das suas próprias fraquezas e dependência de Deus continue sendo o mesmo, pois o poder purificador de Deus, ao colocar o metal precioso no crisol, o transformará no ouro mais puro e valioso, refletindo em si mesmo a imagem do ourives que o poliu – O Senhor Jesus Cristo.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

A Cura Para as Doenças da Mente

As vezes, em determinadas circunstancias, nos sentimos tão cansados de lutar! A batalha da vida é tão intensa e frequente que, nos encontramos sem forças e sem expectativas para seguirmos adiante. Em um dado momento da nossa jornada, olhamos o caminho que foi trilhado e o horizonte a nossa frente e sentimos como se estivéssemos caminhando a passos lentos, inseguros e curtos. O caminho parece se estender para além dos limites que traçamos e nossos objetivos parecem estar tão longe que se tornam, aparentemente, inalcançáveis. Sentimos-nos mórbidos e sem motivação e nossa estrutura vacila no paradoxo entre a ansiedade e a depressão e de acordo com um livro que li recentemente, chamado Mente Caráter e Personalidade, 90% das doenças fisiológicas têm sua origem na mente; ou seja, pouco ou nenhum resultado será obtido na busca pela cura do corpo se a mente estiver enferma. Olhamos ao nosso redor em busca de alívio em pessoas que possam nos ser solidárias e tudo o que facilmente encontramos é frieza e indiferença. Mesmo o individualismo das pessoas, o que prefiro chamar de alienação, é só mais uma das causas das doenças psicossomáticas individuais, mas que são percebidas e acentuadas na sociedade. Para todo esse mal existem muitas soluções propostas pela ciência; mas dentre todas, qual é a mais eficaz?
Temos andando na contramão dos princípios elevados, estabelecidos por Deus, para a paz e harmonia na vida de homens e mulheres na terra. É o amor de Deus em nós que dedicado ao próximo, por meio de ações abnegadas, resultará em benesses que vão contribuir para a saúde do corpo e da alma. Muitos têm lotado os consultórios de psicólogos e psiquiatras a fim de solucionar problemas de distúrbios comportamentais; porém, toda eficácia de um tratamento encontra-se em entregar a vida nas mãos de Deus, confiar que Ele fará o melhor e atuar, constantemente, para o benefício de outros. Vejo na atitude de várias pessoas, decisões ditatoriais, fascistas e manipuladoras. Não é preciso exercer um cargo público e buscar manipular e oprimir uma determinada população para ser considerado um ditador. Aqueles que exercem influência, mesmo que seja sobre um número pequeno de pessoas, e abusam da autoridade que têm, manipulando, subjugando e oprimindo os que estão sob seu encargo, também partilham da mesma natureza moral de um ditador. Essa realidade é percebida entre pessoas da família, amigos, colegas de escola e trabalho, entre outros. É tão sutil que pouca percepção temos dos males causados na vida dos que são oprimidos; mas, os resultados são muito bem notados no distúrbios comportamentais da sociedade. O cansaço da vida pode ser um resultado das nossas próprias escolhas, mas também pode ser conseqüência da má intenção e maldade de outros.
Todo resultado, dado por meio de tratamento psiquiátrico, é louvável e deve ser sim levado em consideração; porém, a ciência promoverá apenas uma cura superficial e temporária se não houver a participação do Pai da psicologia e Medicina – Cristo Jesus.  Fossem as pessoas, mesmo por curiosidade e não com o objetivo de aderir à doutrina, estudar os exemplos dados na Bíblia para a preservação da saúde física, mental e espiritual e encontrariam uma fonte inesgotável de orientações que, sendo praticadas na vida de cada ser humano, teria como resultado uma sociedade moralmente melhor e sem as doenças que atualmente têm tirado a paz de muita gente.  
Para os que se encontram débeis na dura jornada dessa vida. Seja lá qual for a causa que vos desmotivem concluo esse artigo com as doces palavras do amorável Cristo Jesus.
“Vinde a mim todos os que estão cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei”. Mateus 11:28...  e “ aquele que beber da água que eu tenho para  dar nunca mais sentirá sede, muito pelo contrário será uma fonte a jorrar para a vida eterna ”. joão 4:14.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Párabola do Tribunal

Base desse artigo: Mateus 22: 02 – 13 – “A parábola das Bodas”

“Mas o Senhor está assentado perpetuamente; já preparou o Seu tribunal para julgar” Salmo 9:07.

Durante a minha jornada cristã, uma das lições maravilhosas que aprendi é a que Deus se fez homem e habitou entre nós, não apenas para redimir o homem, mas principalmente para revelar a todo universo o Seu caráter o qual tem sido injustamente acusado, desde que houve rebelião entre uma terça parte dos anjos do Céu contra o criador. Em todas as lições contadas nos sermões e nas reuniões particulares de Jesus revela-se esse contexto. Todas as Suas parábolas mostram sim o serviço abnegado e altruísta de Deus em favor do Homem, mas sempre direcionando a atenção dos Seus ouvintes e leitores para o caráter Justo de Jeová.
 
Sempre gostei muito de estudar simbologia teológica. As histórias de Cristo estavam longe de ser apenas uma distração para o povo que O seguia, estavam repletas de simbolismos que prefiguravam verdades espirituais profundas e que apontavam para o amorável Deus justo e misericordioso, como, por exemplo, a parábola do rei que realizaria as bodas de seu filho, e dera a ordem aos seus servos a que convidassem os súditos de seu reino. Após terem, os convidados, recusado ao convite tão honrado para participar das bodas do filho juntamente com o rei, o monarca, indignado com a recusa dos seus súditos, mandou novamente os seus servos convidarem todas aquelas pessoas consideradas a escória da sociedade: os coxos, os mancos, os leprosos, os miseráveis... Todos foram convidados para a grande festa. A ordem do rei é que convidassem cada vez mais pessoas, para que não fosse encontrado nenhum lugar vazio, daqueles que recusaram estar presente nas bodas.

Todo simbolismo dessa história contada por Jesus, envolvia a recusa do Seu próprio povo em reconhecê-Lo como O Messias prometido. Ele é o Filho do Rei desprezado. Os servos são os mensageiros do evangelho; os primeiros convidados que recusaram o convite representavam o povo Judeu e todos aqueles que tendo conhecido a Jesus O rejeitaram. Os convidados, que eram considerados miseráveis pela sociedade, representavam todos aqueles que, fora das delimitações de Israel e em todos os tempos por vir, aceitariam a verdade em Cristo Jesus, O Unigênito de Deus.

Deus sempre tem ensinado seus filhos por meio de representações secundárias a fim de que os mesmos pudessem ter uma melhor concepção das Suas lições espirituais. Ele se utilizava da natureza, do cotidiano das pessoas, da sua cultura, e da experiência de vida de cada uma delas. Contextos que podiam ser facilmente entendidos por essas pessoas e, dessa forma, com facilidade poder direcioná-las as virtuosas lições que procediam Da Mente Divina.

Não foi diferente comigo. Por ter essa concepção de que Jesus havia tomado sobre si a humanidade com o objetivo de revelar o caráter de Deus, e por tanto tempo ter me dedicado ao estudo dessa verdade, o Espírito do Senhor me conduziu a ponto de passar por uma experiência singular na obtenção mais ampla desse conhecimento. É algo que desejo compartilhar nas linhas de artigo.

O que mais se ouve dizer nas igrejas é que Jesus se tornou humano para salvar a humanidade. Isso é verdade; porém, é muito superficial pensarmos que foi somente esse o motivo, como se o ser humano fosse o centro do Universo. Durante toda a minha experiência nos estudos que tenho feito, Deus me ensinou que o principal motivo dEle ter vindo a terra na pessoa de Jesus Cristo foi revelar ao universo inteiro o seu caráter. Em um livro que li recentemente, chamando O Desejado de Todas as Nações, retirei a seguinte frase: “Através do plano da redenção, cujo centro é o sacrifício de Jesus, o governo de Deus fica justificado”.

Durante a noite, enquanto tentava dormir, minha mente meditava nesse texto. Foi então que Deus me explicou por meio de uma alegoria a qual chamo de Parábola do Tribunal. Deus me mostrou, após ter realizado pesquisas nos livros O Grande Conflito e O Desejado de Todas as nações que Ele tem, literalmente, um tribunal. Todos os componentes existentes no tribunal comum dos homens existem também no tribunal de Deus. Cheguei até a questionar – pode o homem ter se baseado na Bíblia para montar todas as funções de um tribunal?

Após a leitura dos seguintes componentes e funções de um tribunal humano, representando as funções dos componentes do tribunal divino, você poderá fazer a mesma pergunta que eu.

Componentes do Tribunal Divino

JUIZ

É o componente que representa a autoridade suprema em um tribunal. Com o poder para exercer a atividade jurisdicional, julgando os conflitos de interesse que são submetidas à sua apreciação.
Na teologia, Aquele que é revestido de autoridade para julgar e executar a sentença de seu juízo é o próprio Jesus Cristo.
“A este ressuscitou Deus ao terceiro dia e lhe concedeu que se manifestasse... Este nos mandou pregar ao povo, e testificar que ele é o que por Deus foi constituído juiz dos vivos e dos mortos”.  Atos 10. 40 e 42.

RÉU E A LEI

Conquanto seja um acusado suspeito de um delito não é o réu, necessariamente, o CULPADO. Todo processo que se segue, tem o objetivo de provar a sua inocência ou a sua culpa. Para essa finalidade, o tribunal conta com a presença de um Advogado de Defesa e um Promotor da justiça que realizarão funções antagônicas. Apenas uma dessas forças prevalece e, dessa forma, determina se o réu é inocente ou não.
No tribunal divino, quem ocupa a posição de Promotor é Seu adversário, o anjo caído. Nesse caso, não é um agente em defesa da justiça, pois a Lei de Deus, base fundamental e indispensável desse tribunal, é o alvo das acusações de Satanás. Sendo assim é ele o promotor da Injustiça – diferente de como é no tribunal humano, pois o promotor age em prol da justiça.
Quando Deus foi acusado pelo Seu inimigo, nas cortes celestes, A Suprema Autoridade do Céu, verificou a necessidade de estabelecer um tribunal, onde Ele próprio se assentaria no banco dos RÉUS. Permitiria sim, que Satanás fizesse o seu papel de acusador; mas não sem motivo. O objetivo do Senhor é fazer com que todos saibam quais são as verdadeiras intenções do inimigo. O Processo que se seguiria receberia o nome de O Grande Conflito entre Cristo e Satanás. Através desse grande conflito percebe-se que Cristo é o centro do universo, pois foi para dar uma satisfação a toda sociedade universal que, Deus acentou-se no banco dos réus. Mesmo os anjos do Céu ficaram confusos com as acusações de Lúcifer. Poderia esse anjo ter razão? Afinal não era ele o anjo mais próximo de Jeová, partilhando da luz que vinha de Seu trono? – Essas perguntas precisavam de uma resposta, e Deus não faltou com elas.
Toda pessoa que comparece a um tribunal na posição de réu, responde por um crime que justa ou injustamente afeta a sua integridade moral. Por meio da Bíblia, nós adventistas do sétimo dia, Aprendemos que, a LEI de Deus – os 10 mandamentos - é a expressão do Seu caráter. Logo, quando Satanás acusou a Lei de restringir a liberdade dos anjos, ele atentou contra a integridade moral do Criador, e Deus daria a ele a oportunidade de apresentar perante o tribunal divino o fundamento das suas acusações. Com esse objetivo, Deus revelaria Seu caráter Justo e Misericordioso em contraste com o mal intencionado anjo. Revelaria a perfeição do Seu sistema de governo em contraste com o governo decadente proposto por Satanás. Ao longo de quase seis mil anos, toda a hoste universal tem visto por meio dos acontecimentos terrestres, qual é o governo proposto por Satanás e que, das abominações que tem acusado a Deus, ele mesmo é o culpado.
Jeová não somente permitiria o decorrer do Conflito apenas para descobrir perante os súditos do Seu reino o caráter de Seu inimigo; mas, colocaria em prática o Plano que, salvaria a humanidade caída e colocaria Seu caráter em contraste com o de Satanás, destruindo qualquer dúvida sobre seu sistema de governo.

ADVOGADO

Através do contexto explicado no tópico O RÉU E A LEI, entendemos que o promotor é Satanás, o qual a Bíblia chama de “O Grande Acusador” e que Cristo é o réu. Precisamos agora, identificar o Advogado. Deixo que a bíblia mesma responda:
“Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; mas, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo”. 1 Jo 2:1. 

Muitas pessoas para quem eu pergunto quem é o advogado no tribunal divino, respondem que  são os Seus servos. A teologia não confirma tal resposta. Somente alguém que tinha o absoluto entendimento da santidade da Lei transgredida pelo homem, poderia ser em benefício da humanidade, o advogado, principalmente da causa divina; ou seja, Cristo. Somente alguém tão sagrado quanto à própria Lei poderia reivindica-la – Jesus. 

Conquanto o verso citado acima revele o Advogado a serviço do pecador arrependido, em nenhum momento ele (o pecador) se torna o réu. Pois quando Satanás acusa os servos de Deus perante o tribunal divino, o objetivo é afrontar o Senhor, é levantar acusações contra o sistema de governo de Jeová através da alegação de que é impossível obedecer a Lei de Deus. Uma das acusações de Satanás é que, ao induzir o homem a pecar, ele jamais conseguiria pelas suas próprias força viver em obediência a Deus.  No que diz respeito à débil força do homem, de fato seria isso impossível; porém, Cristo se revestiu da humanidade, para sofrer tudo o que o ser humano sofre, com o objetivo de vencer se utilizando do mesmo recurso o qual o homem pode lançar mãos - A comunhão com Deus. É esse ato de Jesus que faz do pecador, por meio da fé, obediente aos Seus estatutos; ou seja, por meio da redenção. Cristo venceu o pecado, não porque era Deus, mas porque revestido da humanidade, se utilizaria do único recurso disponível ao ser humano, o amparo do Pai Jeová. Ao vencer Satanás, Cristo, o advogado do reino celestial, apresenta perante o tribunal de Deus a única prova aceita para reivindicar o Governo Divino – O Seu Sacrifício. Fora esse ato que culminou na perfeita frase escrita no Livro O Desejado de Todas as Nações e que resultou nas linhas desse artigo – “Através do Plano da Redenção, cujo centro é o Sacrifício de Cristo Jesus, o governo de Deus é Justificado”. – Nesse texto, a palavra Justificação, não ganha o mesmo sentido teológico aplicado ao pecador que é Perdão. O sentido dessa palavra, no contexto em que Cristo é o advogado da causa divina, significa absolvição. Ou seja, o réu Jesus Cristo, é absolvido através da comprovação da sua inocência, por meio do plano da redenção.

TESTEMUNHAS

Quando uma pessoa é convocada para depor em um tribunal como testemunha em favor de uma causa, o seu testemunho pode tanto beneficiar como condenar, a vida do réu. No tribunal divino, não é diferente. Suas testemunhas são os que têm levado o nome de Cristãos.
Voltando nossa atenção para a parábola de Jesus Cristo contada na introdução desse artigo, quando os convidados estavam na festa do filho do rei, foi lhes dado uma roupa branca e, em meio a esses convidados, foi encontrado uma pessoa que não possuía a vestimenta. Como a maior parte dessa história é composta por simbologia, a roupa branca dada aos convidados simboliza a justiça de Deus a qual deve ser a veste de todo o quê se diz cristão. Não nos esquecendo de que a justiça de Deus é o alvo principal do tribunal divino, a conduta moral daqueles que se denominam cristãos deve refletir a sua profissão de fé; devem revelar por meio dos seus atos o caráter dAquele a quem escolheram seguir. A todo aquele que diz ser seguidor de Cristo, mas não revelam as vestes de justiça que Ele requer de todo cristão, não será aceito no reino de Deus, como foi o caso daquele convidado das bodas do filho do rei, que se encontrava sem as vestes núpciais.
As vestes representam a justiça de Deus. E todos os que aceitam o chamado para servi-Lo deve se revestir da mesma, para que Seu testemunho seja favorável ao réu inocente que é Jesus Cristo. Fossem as pessoas, declaradas Cristãs, estudiosas quanto aos assuntos da Bíblia, e não pereceriam por falta de conhecimento. Por falta de discernimento muitos tem trazido desonra a Deus em sua pretensa vida religiosa. Muitos pensam que nesse contexto do Grande Conflito, elas estão no banco dos réus, e todo processo que se segue é para beneficiá-las. Como se Deus estivesse exclusivamente ao seu serviço. Despreocupam-se com as atividades que devem exercer nesse tribunal. Tivessem elas o conhecimento de que Deus está assentado no banco dos réus, ficariam temerosas com o testemunho que tem dado dEle aos que são verdadeiramente ignorantes dessas verdades. Pela falta na sua conduta, muitos tem representado mal o caráter de Deus, contribuindo com as acusações satânicas. Por isso muitos fecham os ouvidos para a mensagem e se recusam abrir as portas de suas casas para os verdadeiros portadores da mensagem. Por causa do mau testemunho que outros têm dado, muitos sinceros aderem aos argumentos de Satanás, de que Deus é tirano, opressor e arbitrário.