terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

A Falha de San Andreas (Califórnia)




Com um comprimento de mil e trezentos quilômetros que se estende desde o México e cortando, por inteiro, o estado da Califórnia, a grande falha de San Andreas é um dos acidentes geológicos mais perigosos e onde se encontra a maior atividade sísmica do mundo.  Trata-se da maior linha de falha geológica, uma cicatriz na terra onde verifica-se a união entre duas placas tectônicas que se movem paralelamente uma a outra provocando terremotos de grande magnitude ao longo da fenda de San Andreas. Essas placas são a da América do Norte e da crosta terrestre do pacífico.  Ao longo da linha de falha de San Andreas foram registrados 13 terremotos em potencial, um desses aconteceu no ano de 1906 na cidade de San Francisco, numa escala de 7.8. A cidade teve 10% do seu território devastado e 28 mil edifícios foram destruídos. O evento marcou o inicio de uma série de pesquisas realizadas na falha de San Andreas as quais conduziram os cientistas a uma conclusão de que a pressão existente na falha provocará um terremoto em potencial colocando em risco as grandes cidades da Califórnia; uma entre as cidades afetadas que poderá desaparecer do mapa é a cidade de Los Angeles. Acredita-se que tal terremoto poderá até mesmo fender o estado separando-o da América do Norte. Conquanto pode-se ter um parâmetro da proporção do terremoto por meio de mensurações dos sismógrafos, a pergunta que ainda não tem uma resposta é: - Quando esse terremoto ocorrerá?

Depois de três dias do terremoto em San Francisco, um geólogo renomado foi contratado pela Califórnia com a finalidade de descobrir a causa do tremor que sacudiu a cidade de San Francisco. A coleta de várias evidências deu ao cientista a visão de uma aparente linha reta causando distorções em ferrovias, curvas em estradas; e uma, entre as evidências que mais chamou a atenção do pesquisador, uma cerca que separava dois terrenos, no Condado de Merry, havia sido dividida em duas partes as quais foram separadas por uma distância de 2 metros e meio uma da outra. O espaçamento causado entre uma parte da cerca e a outra, juntamente com as demais coletas levaram os pesquisadores a concluir que a terra havia se movimentado, esse movimento caracterizava dois tipos de crosta terrestre se deslizando paralelamente uma do lado da outra. A da região costeira em direção ao norte e a do interior para o sul.


As placas tectônicas mostram que a terra é flexível encontrando-se em movimento, e tais movimentos algumas vezes produzem enormes tremores. Os cientistas acreditam que a crosta do pacífico movimentou-se ao longo de milhões de anos, do pacífico, até chocar-se com a região costeira da Califórnia. Em até determinado momento, a crosta foi subduzida, fazendo com que a mesma se encontra-se um pouco abaixo da placa do continente Norte Americano. Quando não mais poderia seguir adiante, a crosta passou a deslizar pela lateral da costa.

Minha visão sobre esse ponto de vista contradiz, até certo ponto, a visão dos cientistas. Um dos minérios encontrados na fenda de San Andreas é a serpentinita, um minério que pode ser transformado em talco. Segundo os geólogos esse minério facilita o deslizamento da placa em algumas regiões da falha. O interessante é que os mesmos afirmam que o minério foi levado do oceano para algumas regiões costeiras; logo concluo que, possivelmente, a placa não tem se movimentado do pacífico em direção à costa da Califórnia, mas das próprias profundezas do mar se ergueu até onde hoje se encontra.
Outro ponto contraditório é a causa da existência das placas tectônicas. Elas formam um conjunto de provas sobre como o dilúvio se evidencia através da estrutura mundial. Lemos na Bíblia que houve uma chuva tão intensa que foi capaz de inundar todo o mundo; no entanto, a proporção de tal aguaceiro precisa ser estudada também à luz das evidências reveladas na própria estrutura terrestre. Conta o livro Patriarcas e Profetas, escrito pela autora americana mais traduzida no mundo todo, que não era apenas uma chuva, mas uma torrente que invadia o mundo; não somente da fonte dos Céus, mas do próprio interior da terra. Do seu ventre eram arrojadas ao alto enormes rochas que quando caiam de volta ao solo eram sepultadas pela força da queda. A estrutura da terra, sendo analisada no ponto de vista das placas tectônicas, mostra que o mundo é como um prato quebrado e que sobre os seus cacos estão a terra e os oceanos em constantes movimentos e isso, segundo minha visão, é atribuído às consequências diluvianas. Com certeza, conforme o relato das Escrituras Sagradas, a estrutura do mundo era bem diferente, antes do Dilúvio, de como se encontra hoje.

“A superfície toda da Terra ficou transformada com o dilúvio... A Terra apresentava um aspecto de confusão e desolação impossível de descrever-se. As montanhas, que haviam sido tão belas em sua perfeita simetria, ficaram despedaçadas e irregulares. Pedras, lajes e rochas irregulares estavam agora espalhadas pela superfície da Terra. Em muitos lugares, colinas e montanhas tinham desaparecido, não deixando vestígio do lugar em que se achavam; planícies haviam dado o lugar a cadeias de montanhas. Estas transformações eram mais acentuadas em alguns lugares do que em outros. Onde estiveram os mais ricos tesouros da Terra, em ouro, prata e pedras preciosas, viam-se os mais acentuados indícios da maldição. E sobre os territórios que não eram habitados, e aqueles em que houvera o menor número de crimes, a maldição repousou mais brandamente. Nesse tempo imensas florestas foram sepultadas. Estas foram depois transformadas em carvão, formando as extensas camadas carboníferas que hoje existem, e também fornecendo grande quantidade de óleo. O carvão e o óleo frequentemente se acendem e queimam debaixo da superfície da Terra. Assim as rochas são aquecidas, queimada a pedra de cal, e derretido o minério de ferro. A ação da água sobre a cal aumenta a fúria do intenso calor, e determina os terremotos, vulcões e violentas erupções. Vindo o fogo e a água em contato com as camadas de pedra e minério, há violentas explosões subterrâneas, as quais repercutem como soturnos trovões. O ar se acha quente e sufocante. Seguem-se erupções vulcânicas; e, deixando estas muitas vezes de dar vazão suficiente aos elementos aquecidos, a própria terra é agitada, o terreno se ergue e dilata-se como as ondas do mar, aparecem grandes fendas, e algumas vezes cidades, vilas, e montanhas a arder são tragadas. Estas assombrosas manifestações serão mais e mais frequentes e terríveis precisamente antes da segunda vinda de Cristo e do fim do mundo, como sinais de sua imediata destruição”. Ellen G. White - Patriarcas e Profeta, página 107-109.

As ultimas palavras deste texto mostra-nos que conquanto não temos uma data específica que determina os eventos catastróficos eles vão, com certeza acontecer com frequências e com intensidades maiores. Acreditar que esses eventos precedem a volta de Cristo vai além de qualquer fato científico ou de meras especulações, envolve apenas fé. Mas posso afirmar com toda certeza do mundo que as evidências falam por si mesmas e que conquanto a fé por si mesma já é o suficiente, as evidências são chamadas de sinais para que o mundo saiba que pouco tempo lhe resta.

“As profundidades da Terra são o arsenal do Senhor, donde foram retiradas as armas empregadas na destruição do mundo antigo. Águas jorrando da Terra uniam-se com as águas do céu para cumprirem a obra de desolação. Desde o dilúvio, o fogo bem como a água tem sido o agente de Deus para destruir cidades muito ímpias. Estes juízos são enviados a fim de que aqueles que consideram levianamente a lei de Deus e menosprezam Sua autoridade, possam ser levados a tremer ante o Seu poder, e confessar Sua justa soberania. Vendo os homens montanhas ardentes a derramar fogo e chamas, e torrentes de minério derretido a secar rios, submergindo cidades populosas, e por toda parte espalhando a ruína e desolação, o mais arrogante coração tem-se enchido de terror, e os incrédulos e blasfemos têm sido constrangidos a reconhecer o infinito poder de Deus”. 
“Manifestações mais terríveis do que as que o mundo jamais viu, serão testemunhadas por ocasião do segundo advento de Cristo. "Os montes tremem perante Ele, e os outeiros se derretem; e a Terra se levanta na Sua presença; o mundo e todos os que nele habitam. Quem parará diante do Seu furor? e quem subsistirá diante do ardor da Sua ira?" Naum 1:5 e 6. "Abaixa, ó Senhor, os Teus céus, e desce; toca os montes, e fumegarão. Vibra os Teus raios, e dissipa-os; envia as Tuas flechas, e desbarata-os." Sal. 144:5 e 6”. - Ellen G. White – Patriarcas e Profetas; página 109.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Evolução e as Filosofias Mortais



Adolf Hitler
 
“É absolutamente impossível acreditarmos ao mesmo tempo na Bíblia, como completa e literal Palavra de Deus, e acreditarmos na teoria da evolução. Mais que isso, é quase impossível acreditar em um Deus pessoal de qualquer espécie, e acreditar também na teoria da evolução. Os chamados evolucionistas teístas, que conseguem imaginar que a evolução foi o “método de Deus na criação”, os quais professam ver na evolução um grande, belo e bem organizado processo da natureza – que amplia e desenvolve as concepções do indivíduo acerca de Deus – estão sendo inexcusavelmente incoerentes. A evolução, por sua própria natureza, é uma teoria materialista; nada é senão uma tentativa de explicar os fatos da biologia em termos de leis da natureza, sem a necessidade de recorrer à idéia do sobrenatural ou divino. A quinta essência da teoria evolutiva é o mecanismo e a doutrina do acaso.
 Mas, se Deus realmente criou o universo, incluindo todos os seres vivos, pelo método da evolução, a este escritor parece ter Ele selecionado o método mais ineficiente, cruel e insensato para fazê-lo que se pode imaginar. Se o alvo era a criação do homem, que razão possível poderia ter havido para coisas tão desajeitadas como os dinossauros, os quais dominaram e vaguearam pela terra por milhões de anos, somente para morrerem antes de o homem haver aparecido na cena? Supostamente, a evolução se verificou por meio da luta pela existência; e a sobrevivência dos mais aptos, caso seja verdade (ou melhor, não é verdade), isso implicaria que Deus estivesse estabelecido deliberadamente uma lei a qual, para ser posta em prática, dependeria do credo de que o poder é direito, e os fortes devem exterminar os fracos. Milhões de animais devem ter perecido no decurso desse suposto processo evolucionário, e isso sem razão aparente se, conforme os modernistas asseveram, o homem era alvo final de tudo. Nas palavras de certo professor ateu “A história inteira da evolução revela e testifica que não existe inteligência atrás desse processo. Ninguém pode compreender a evolução e acreditar em Deus”.
Além disso, o caráter ateísta e satânico da doutrina evolucionista se evidencia nas muitas más doutrinas sociais que ela tem ajudado. Nietzsche e Marx, ambos radicalmente ateus, foram profundamente influenciados pelas idéias de Darwin acerca da seleção natural e da sobrevivência dos mais aptos. Esses aplicaram aos campos social e filosófico aquilo que Darwin havia tentado aplicar ao terreno biológico e assim prepararam suas filosofias mortais. De Marx, o mundo tem herdado o socialismo, o comunismo e o anarquismo. A filosofia de Nietzsche tem influenciado profundamente o pensamento político alemão, e tem se tornado o fundamento do intenso militarismo alemão do meio século passado. Mussolini era um dos mais zelosos discípulos de Nietzsche, e o fascismo foi o resultado disso. O Nazismos foi criado no mesmo esgoto. A evolução também é a base dos muitos tipos de doutrinas imorais que atualmente estão sendo ensinadas nos campos psicológicos por Freud Russel, e outros. Os evangelhos da melancolia, tais como o determinismo e o behaviorismo têm o mesmo fundamento”. A Bíblia e a Ciência Moderna página 32 e 33.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Circuito Cósmico


“O Salmo 19 desde muito tempo vem sendo fonte de diversão para os críticos da Bíblia. Falando acerca do Sol, diz o salmista “Principia numa extremidade dos Céus, e até a outra vai o seu percurso”. Tem sido afirmado que o autor desse versículo obviamente acreditava na antiga noção de que o sol gira em torno da terra.
Mas essa acusação é muito injusta, visto que continuamos empregando frases e palavras do mesmo tipo, simplesmente porque falamos de nosso ponto de vista natural de que o sol surge pela manhã acima do horizonte, atravessa o céu, e desaparece no outro extremo. A ciência inteira da astronomia e da engenharia náutica se baseia sobre a suposição, feita puramente por conveniência , de que a terra é o centro de uma grande esfera celestial, na superfície da qual se movem, em órbitas bem ordenadas, o sol, a lua, os planetas e as estrelas. E, no que tange a qualquer uso prático, assim é. Baseando-nos nessa premissa, podemos traçar cursos, determinar posições, e fazer vintenas de outras aplicações.
As palavras do salmista, entretanto, talvez tenham sentido profundo muito mais científico que isso. Os principais astrônomos acreditam atualmente que o sol, juntamente com o sistema solar inteiro, em realidade atravessa o espaço com uma velocidade tremenda de 1.160.000 quilômetros por hora, numa órbita tão gigantesca que são necessários dois milhões de séculos para completar uma volta. Além disso, é provável que nossa galáxia também esteja se movendo em relação às outras galáxias.
O circuito do sol é de uma extremidade a outra dos Céus! Quem pode acusar o Espírito Santo de ignorar a moderna astronomia?”. A Bíblia e a Ciência Moderna página 08 e 09.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Dinâmica da Vida

Se as pessoas parassem para pensar nos vários aspectos que envolvessem a sua experiência de vida, veriam no ato da reflexão muito mais motivos para se alegrar do que para murmurar contra as dificuldades circunstanciais. É lógico que existem situações que nos colocam prá baixo e, dependendo do trauma, é quase impossível a superação; mas, preste atenção na palavra “QUASE”; ela precede a palavra “IMPOSSÍVEL”, portanto, a superação é sempre um alvo atingível por mais difícil que seja. O problema é se centralizar no problema; somando, então, problema mais problema qual será o resultado?
Muitas pessoas, eu diria até que, a maioria delas, anda como se tivesse um tapa olhos como os que são colocados nos cavalos, impedindo-as de ver o que está à sua volta. Ao invés de buscar, mediante o uso da inteligência, formas de superação, acabam se encerrando nos problemas, colocando uma estaca para delimitar a expansão do próprio ser.

É possível, mesmo com as experiências ruins, aprender algo de bom. Pelo menos a má experiência pode nos ensinar como não cometer os mesmos erros. Ninguém precisa errar para aprender; porém, uma vez que somos seres falhos e erramos com naturalidade, o importante de tudo é fazer uma conversão do caminho que até então estava sendo trilhado para outro melhor. Lembre-se dos ditados: “errar é humano, mas, persistir no erro é burrice”. “E quando a cabeça não pensa o corpo padece”. Existe uma grande diferença entre ser inteligente e ser sábio. Mas esses conceitos, quando unidos, podem ajudar-nos a alcançar o sucesso nas nossas aquisições. A inteligência é a capacidade que temos de assimilar e processar informação que resultarão em conhecimento; ao passo que, a sabedoria é a capacidade que temos de colocar em prática aquilo que aprendemos. Portanto, não basta ser inteligente; é preciso, saber viver.

Tenho ouvido pessoas dizerem que é melhor se arrepender das ações que deixamos de fazer do que as que as que fizemos. Será? – E quando pergunto – Quais são as que você deixou de fazer? – Nossa! Tenho até vontade de tapar os ouvidos. Que bom que você não fez! Essas são as palavras imediatas da minha consciência. Se tivermos que nos arrepender por algo que não foi feito, que seja pelos atos de bondade negligenciados ao próximo, por não ter confortado o coração dos aflitos, por não saciar a fome dos famintos e a sede dos sedentos, por não ter visitado os que estão isolados da sociedade por motivos de doença, por não ter levado uma mensagem de advertência, arrependimento, paz e esperança aos que negligenciam as leis de Deus e, principalmente, por não ter utilizado a nossa influência para motivar outras pessoas na pratica da caridade.

Quanto ao que fizemos, se os atos forem bons, de fato, não há o que se arrepender? – mas se pelo contrário, nossas atitudes prejudicaram não somente a nossa integridade física e moral, mas a de outros também, terrível é o fim de quem não se arrepende e não se converte para a prática de boas obras.

É relativo demais ensinar o arrependimento a partir dos atos que não fizemos, tanto quanto é relativo ensinar que não devemos nos arrepender de algo que foi feito. Imagine que você está super atrasado para uma reunião de trabalho e, ao andar pelas ruas da cidade, dificilmente você consegue pegar um farol aberto. Imagine então que por causa desses faróis você chegue mais atrasado do que o previsto. Então você começa a se sentir arrependido por não ter passado por alguns daqueles faróis sem esperar abrir o sinal verde para evitar o atraso. Agora pense nas possíveis conseqüências de transgredir as leis de transito, tais como: multas por passar em farol vermelho, pontos na carteira de motorista, atropelamento de pedestre e/ou batida de carro... o mínimo é você pagar pela transgressão mediante multa sem ocasionar a morte de alguém, o máximo é você ir preso por homicídio culposo. Em todas as circunstâncias percebemos que não há motivos para se arrepender de não ter transgredido uma entre as leis de transito. Talvez, você pode perguntar; mas se ao invés de se arrepender por não passar pelos faróis fechados, porque não se arrepender de não ter acordado mais cedo? – Está vendo? – Esse exemplo básico é uma representação de todas as circunstâncias da vida. Tudo tem que ser devidamente analisado da causa para o efeito, tanto o que foi feito quanto o que deixamos de fazer. Existem práticas as quais jamais deveriam existir uma vez que violam os preceitos, as leis e os estatutos que protegem a vida como um todo. Além de evitá-las, não devemos nos arrepender porque poderíamos tirar alguma vantagem delas, principalmente, se com isso, afetarmos de forma negativa a vida de outros.  

Aprender a tirar algo de bom de momentos ruins, não quer dizer continuar na pratica do que é errado, ou aderir aos hábitos prejudiciais os quais antes não nos pertenciam, só porque parece ser interessante em determinadas situações. O aprendizado com as experiências negativas envolvem desarraigar do nosso caráter falhas, inclinações, vícios e todos os hábitos nocivos. A vida é uma dinâmica interessante e devemos corresponder aos processos dessa dinâmica sendo pessoas melhores do que fomos no passado, e piores no presente do que como seremos no futuro; porém, se pouco ou nada fazemos para a reconstrução do nosso ser, ao invés de nos desenvolvermos dia após dia, seremos cada vez piores e as conseqüências dos nossos atos revelarão quem de fato somos.

“Portanto, transformai-vos pela renovação da vossa mente para que experimenteis qual seja a boa e perfeita vontade de Deus”

Meu pensamento é contrário ao ditado que diz existir solução para tudo menos para a morte. Pois segundo as escrituras sagradas até para morte há solução, e a mesma é proporcionada mediante o sacrifício de Cristo; porém, para o tempo que se perdeu não existe solução. Esse, além de ser irrecuperável, é incalculável. Não somos capazes de mensurar quais seriam os resultados de nossas boas ações se tivéssemos aproveitado todo o tempo que nos foi disposto. Por esse motivo é que devemos não somente nos arrepender, mas chorar com o coração contrito e buscar o perdão de Deus.

“Tanto o mau que fazemos quanto o bem que negligenciamos, reflete do ofendido e negligenciado, para Deus...em ambos os casos as conseqüências são incalculáveis”.

sábado, 23 de junho de 2012

As leis da Termodinâmica e a Lei da Dependência Mútua

Aplicada a toda forma de existência no universo, a Lei da Dependência Mútua, a qual encontra-se nos livros: Patriarcas e Profetas, O Desejado de Todas as Nações e Mente Caráter e Personalidade*, é um conceito por meio do qual entende-se que todos os  elementos que formam o universo, inclusive o ser humano,  são dependentes entre si. No livro O Desejado de Todas as Nações está escrito: “Não existe um animal que rasteja sobre a terra e não existe uma ave que cruza o Céu que deixa de servir a uma outra vida”. Lembro-me de uma reportagem sobre ecologia da TV cultura onde uma bióloga marinha relatou que uma espécie de tartaruga estava para entrar em extinção. Segundo ela, se isso acontecesse mesmo, haveria um grande desequilíbrio na natureza, a vida de outros seres seria prejudicada, inclusive a do ser humano. Aquela única espécie de tartaruga faz parte de uma grande rede, um sistema universal fundamentado em um princípio de reciprocidade mútua inquebrantável, um circuito contínuo de beneficência recíproca.
Embora esse seja um fato irrevogável e indiscutível, a ciência pouco tem avançado na descoberta desse princípio. Não é uma teoria, mas um fato cientificamente comprovado que, toda forma de energia, quer seja material ou não, possui um total de quantidade inalterado indicando que sua existência não partiu de um início evolutivo e que vem se desenvolvendo a passos lentos e incrementais como é afirmado pela teoria Darwiniana. Uma vez que existe uma relação de dependência entre todas as partes que compõe o sistema universal, seria impossível constatar a origem de todas as coisas a partir da Seleção Natural, cujo conceito baseia-se no acréscimo, aniquilação e preservação da energia. De acordo com a primeira lei da termodinâmica, a conservação da energia, todo sistema fechado possui o total da quantidade energética absolutamente completa; ou seja, não existe produção e nem destruição da matéria ou energia sem matéria em qualquer lugar que seja no universo. Resumidamente, a lei da conservação da energia e a lei da dependência mútua, contradizem a seleção natural de Darwin.
Uma descoberta feita pelo cientista Michael Behe e descrita em seu livro, A Caixa Preta de Darwin, é a complexidade irredutível, aplicada às máquinas moleculares, presentes nas células. O termo utilizado por Behe resume a compreensão de que esses sistemas complexos, entre os quais ele destaca o flagelo bacteriano, só seriam funcionais se todos os seus componentes existissem ao mesmo tempo. De acordo com suas pesquisas, a ausência de um único componente dessas maquinas prejudicaria o seu funcionamento, pois as partes funcionam de forma integrada e inter-relacionada. Se as peças desses sistemas complexos surgiram a passos lentos, seguros e curtos, uma após a outra e ao longo de bilhões de anos, conforme é proposta pela idéia Darwiniana, como tal teoria poderia explicar o fato de que tais sistemas foram preservados, não sendo funcionais até que todas as peças passassem a existir? Sendo que seu funcionamento depende de toda a sua completude, como poderiam essas máquinas serem preservadas, sem qualquer uma de suas partes, uma vez que o conceito da seleção natural não favorece a existência de algo que não seja funcional? – Só existe uma resposta, e a mesma não favorece a seleção natural; todas as partes deveriam existir ao mesmo tempo.
 A lei da Dependência Mútua praticamente aplica a complexidade irredutível a exatamente tudo o que existe no universo, e destrói qualquer idéia de cunho evolutivo.  Tudo, exatamente tudo, possui uma existência completa. A única mudança que ocorre em qualquer forma de energia é determinada pela segunda lei da termodinâmica, a Entropia Crescente, através da qual se percebe uma abstração matemática energética, uma perda de disponibilidade ou envelhecimento da energia; isso, porém, caracteriza um processo involutivo e não uma aniquilação de energia. A energia com certeza se torna indisponível porque é determinado pela entropia crescente; no entanto, ela não deixa de existir porque esse princípio é mantido pela conservação da energia.
* livros que foram escritos pela autora Ellen Gold White

segunda-feira, 9 de abril de 2012

O Amor e Seus Critérios

Apesar de nunca ter amado alguém de verdade, me surpreendo com a capacidade que tenho em compreender a essência e importância do amor, mesmo sem ter passado pelas experiências mais prazerosas e duradouras de se viver a dois. Mas para isso contei muito mais com a experiência de outros, por meio de fatos que observei nos relacionamentos de pessoas que conheço, de literaturas de auto-ajuda e principalmente das informações que busquei nas escrituras sagradas do que com as minhas próprias experiências; pois, na verdade, as minhas peripécias, são bem pobres para me acrescentar muita coisa, se bem que as experiências negativas me deram uma noção muito clara de como fracassar em um relacionamento se persistir nos mesmos erros. O que aprendi é muito difícil de se explicar com palavras, mas quando temos boa vontade e nos esforçamos em buscar a Deus por sabedoria, é muito fácil a prática dos princípios que garantem a felicidade de um casal. Aos que são solteiros, ainda que eu seja contada entre os mesmos, deixo essa reflexão: Não pensem como a maioria das pessoas, as quais acreditam que harmonizar felicidade e união matrimonial seja como jogar na loteria. O motivo de suas vidas serem um fracasso é porque não tiveram critérios na escolha de um conjugue, e esse critério não está relacionado apenas à análise que será feito de um futuro(a) companheiro(a), mas de si mesmo. Muitas pessoas elaboram uma lista de virtudes que querem encontrar na sua cara metade; porém, esquecem de fazer uma auto-análise para saber se de fato estão à altura de alguém com todas as qualidades que desejam.
Li recentemente em um livro que, principalmente a maioria das mulheres, tem o defeito de buscar felicidade em um relacionamento a custa da degradação de sua própria imagem. No começo algumas até sabem se impor quanto ao que querem em um parceiro, até sabem agir como uma mulher de valor; mas, quando se vêm envolvidas, logo permitem que a emoção sobrepuja a razão e perdem completamente o bom senso; não conseguem perceber quando são usadas, desrespeitadas ou enganadas e, se percebem, fazem vistas grossas. Na busca para agradar o parceiro, acabam perdendo de vista o seu mais alto valor (dignidade) e as prioridades que fariam dela um ser independente em termos emocionais, intelectuais e até mesmo materiais.
É preciso estar preparado em todos os sentidos para se relacionar com alguém. Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, se relacionar com alguém envolve muito mais a razão do que as emoções. Na verdade, muitos relacionamentos são um fracasso exatamente porque as emoções passaram a governar a razão. Defeitos que as vezes são incorrigíveis em algumas pessoas, são passados por alto e, conseqüentemente, com a condescendência de quem não consegue se impor, tais defeitos são levados, e não somente isso, mas agravados na ralação resultando em infelicidade.
É preciso ter critérios; ou melhor, é preciso ter valores que não são negociados e nem abrogados. Enquanto possa haver flexibilidade em alguns critérios para se manter um equilíbrio na relação, os valores são indispensáveis, e todos eles se resumem na dignidade que ambos tem que ter.
Portanto, mulheres, não se deixem levar apenas pela sua beleza. Não dêm prioridade à estética. Vocês precisam ser meigas, delicadas, gentis e ao mesmo tempo, tem que ter vida própria. Têm que ser mulheres de atitudes. Para as mulheres, é muito mais difícil desenvolver uma personalidade firme e autêntica, exatamente, porque anulam a sua personalidade na do companheiro. Os homens têm maior facilidade de lidar com suas emoções; mas, por outro lado chegam a ser insensíveis com determinadas situações da parceira. É nesse momento que a mulher deve saber se impor, com inteligência e educação. Um homem de valor, saberá apreciar e respeitar a mulher que não se permite ser pisada. Conquanto sejam educadas, tem de saber manter com firmeza suas idéias, principalmente quando é para a sua própria preservação e/ou envolvam princípios morais, os quais são inalterados e indispensáveis. Para falar a verdade, é possível ser flexível em relação a alguma idéia, quando convencida de que algo está errado; mas, quanto aos princípios morais, esses devem ser mantidos com firmeza, mesmo com o risco de perder a pessoa amada. Não sejam egoístas. Aprendam a admirar e reconhecer as boas ações de um cavaleiro, dêm a pessoa amada o devido respeito.
Quanto às atitudes dos homens: sejam íntegros, corteses, amáveis e cavalheiros SEMPRE, não somente quando estão cortejando alguém. Saibam oferecer a mulher o que ela necessita. Todas vão dizer que precisam de homens que sejam sinceros e, até eu que sou mulher, sei que nenhuma mulher gosta de tanta sinceridade assim. O que elas precisam mesmo é ser amadas, protegidas e se sentirem seguras ao lado do homem que amam. Todo amor que vocês puderem oferecer a elas, é tão facilmente resumido nessas atitudes – Carinho, Segurança e Proteção.
O sucesso no relacionamento está firmado em uma palavra simples e de significado profundo – reciprocidade. É preciso amizade, amor e cumplicidade mútuos.

Viver o tempo fora de tempo é perda de tempo

Parece sem sentido e, para quem lê logo de prima, é difícil de entender o que quero dizer. Apenas aprendi que devemos viver cada fase no seu devido momento. Infelizmente o novo, quando novo, tem comportamento de velho, e quando velho, sonha com o tempo da sua mocidade lamentando o que deixou de viver. Quando doentes e encerrados numa cama, se entristecem por não ter dado valor no que antes estava ao seu alcance e hoje não está mais. Em resumo, os bons momentos se perderam no tempo e a vida parece ter sido em vão. Uma grande amiga, Nádia Nascimento, disse algo que me fez pensar. Segundo a observação dela, devemos dar valor nos pequenos prazeres da vida, os quais passam desapercebidos por nós mesmos; tais como: saciar a sede, a fome, dormir em uma cama quentinha, sentir o vento no rosto, recepcionar uma visita, ver o sorriso de uma criança, e todas as demais rotinas do dia a dia. Se aprendermos a ser felizes com todas essas simplicidades, quando Deus derramar bênçãos maiores sobre nós, qual não vai ser o prazer que vamos sentir? – A lógica da sua observação me fez pensar que de fato, quem não consegue ver beleza nas situações simples de cada momento do cotidiano, não conseguirá se sentir feliz com as maiores realizações da vida. Uma frase tem sido muito utilizada em minha vida, sua autoria vem de uma das fundadoras da igreja Adventistas do Sétimo dia, “Viva cada dia como se fosse o ultimo, e faça planos como se você fosse viver 100 anos” Ellen Gold White.
Lições devem ser aprendidas, conceitos e princípios devem ser mantidos, o erro deve ser evitado; porém, se não conseguir, aprenda a não cometê-los, se arrependa do que realmente deve se arrepender, mantenha-se firme diante do que deve ser preservado e não peça desculpas quando estiver com a razão, elas vão dar a falsa impressão de que, você, é que está errado. Existe muito o que aprender e o que desaprender, e se cada momento for dedicado na reconstrução do próprio ser, nenhum tempo será perdido, antes, dele será tirado todo proveito para desenvolver o intelecto, edificar o caráter em princípios sólidos e imutáveis, e construir uma personalidade firme e autêntica. O tempo perdido é imensurável, tanto no que diz respeito ao bem que faríamos a nós mesmos e aos outros. E se quiser aprender a viver com qualidade, aproveitando cada fase da vida, por maiores que sejam as dificuldades da vida, o impossível pode acontecer, somente permita-se ser guiado Deus.