segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Graça - O Amor de Deus em Ação


Lidar com quebra de paradigmas não é fácil porque exige que nós saiamos da nossa zona de conforto com relação às nossas filosofias de vida, ideais, costumes, tradições e até mesmo conceitos doutrinais. Um deles é o conceito de graça com o qual estamos acostumados a ouvir constantemente. É comum vermos os nossos pastores, dentre outros oradores, que a Graça é um dom imerecido. Assim tem sido pregado e nós, sem qualquer questionamento ou análise bíblica, aceitamos de bom grado e assim repetimos em nossos comentários quando é oportuno. Não está errado dizer que a graça é assim; porém, o conceito não está completo. A graça é tão eterna quanto é eterno o próprio Deus; pois, está intimamente relacionada com a natureza divina. Ora, se o pecado é o que nos faz imerecedores da graça, então qual era o conceito dado a ela antes que existisse o pecado?
Em todas as escrituras sagradas e em todos os livros de Ellen White, entendemos que a graça é o amor de Deus em ação. A dinâmica criadora do nosso Senhor revela o Seu amor pelas suas criaturas bem como o Seu próprio sistema de governo. Por esse motivo é que a graça é um dom que não merecemos. Porque somos dignos de morte; mas, o amor de Deus em ação revela a Sua infinita misericórdia em conceder ao homem um tempo de graça para converter-se dos seus maus caminhos, e poder viver eternamente no reino da Glória.
João em suas epístolas disse que Deus é amor, a Lei de Deus é uma expressão de Seu caráter; logo, a Lei também é amor. Quando Lúcifer levantou sérias acusações contra o caráter divino, ele introduziu dúvidas com relação à Graça, que é o amor de Deus em ação, manifesto na Sua própria pessoa e no Seu sistema de governo.
De acordo com o livro PP página 34, o principal motivo pelo qual Deus estabeleceu o Plano da Redenção, foi para revelar o caráter DEle. Em outro livro, O Desejado de Todas as nações, está escrito que "através do plano da redenção, o governo de Deus fica justificado". A palavra justificação aplicada ao pecador significa que, ao buscar a Deus com arrependimento genuíno, ele é perdoado e absolvido da condenação da morte pelos méritos do sacrifício de Cristo. Mas neste caso, a palavra justificação ganha um sentido mais amplo. O governo de Deus não precisa de perdão porque é perfeito, mas antes que fosse provada a sua inocência toda a sociedade universal contempla o desenrolar deste processo chamado O Grande Conflito; então, ao apresentar Cristo, o Seu sacrifício perante o Pai, cumprindo todos os requisitos da Lei, estando com a natureza humana degradada por quatro mil anos, o governo de Deus é absolvido, inocentado das acusações de Satanás. Seres celestiais e a humanidade, não terão dúvidas e reconhecerão que Deus é justo e bom e que todos os Seus caminhos são beneficentes.  Consegue perceber que o Plano da Redenção faz muito mais sentido para mostrar quem é Deus do que unicamente para salvar a humanidade?
Conquanto os seres celestiais possuíssem natureza mais elevada que a dos seres humanos, e embora essa natureza fosse imaculada, eles nunca foram e nunca serão absolutos na esfera em que foram criados. Somente Deus é absoluto. Somente ele tem o pleno conhecimento de si mesmo e de todas as coisas. Logo, embora soubessem que Ele é amor, que a Graça é o Seu amor em ação, eles não tinham plena compreensão sobre isso. Tanto que uma terça parte dos anjos se rebelaram contra Deus e a outra parte que se manteve do lado de Deus teve dúvidas, sem contar o fracasso de Adão e Eva, queda que aconteceu porque deram ouvidos as dúvidas que Satanás queria introduzir em seu coração. Logo, o Plano da Redenção, não somente foi colocado em prática para salvar o homem, mas para revelar à toda sociedade Universal o amor de Deus. A graça não surgiu com o Plano da Redenção, mas o mesmo é uma manifestação inaudita da graça.
Quando perdemos de vista o nosso foco - Deus. Quando nos concentramos em nós mesmos e em nossas prioridades, revestindo-nos de um falso manto de santidade, perdemos de vista o real sentido de sermos discípulos de Cristo. Centralizamos-nos no grande conflito e agimos como se Deus tivesse que estar sempre à nossa disposição para servir-nos. Agimos como se Deus fosse aquela pessoa camarada que passa por alto os nossos defeitos porque nos ama e quer nos salvar. Devemos ter a consciência que foi a rebelião de Satanás que o excluiu das cortes celestes para nunca mais voltar. Precisamos entender que, conquanto Deus seja misericordioso, não querendo que ninguém se perca, senão que todos cheguem ao arrependimento, a salvação de todo pecador depende do seu interesse genuíno em reformar a sua vida para ser qual Cristo, O Mestre a quem juga seguir. Nossa profissão de fé deve revelar O Seu Originador. É quando nós nos lançamos aos pés de Deus em nosso total desamparo e dependência, é quando debilitados, suplicando que Ele exerça em nós tanto o Seu querer como o efetuar conforme a Sua santa vontade que Ele opera em nós o desejo de contribuir para a salvação do caráter divino. O mundo cristão perdeu de vista o puro sentido da graça. Outro extremo o qual Satanás inculcou na mente humana é a ideia de um Deus tirano e arbitrário, que fica a espreita desconfiado, esperando a manifestação dos nossos erros para nos punir. Tal concepção chega a influenciar o pensamento de que Deus é sádico. Quando aceitamos o chamado para sermos Seus missionários, o propósito da missão está acima da nossa própria salvação. Revelar em nossa vida o poder transformador da graça que opera mediante a fé e é vista por todos como o amor de Deus em ação por Suas criaturas sem que um único ponto e vírgula da Sua Santa Lei sejam revogados, torna-se o alvo supremo da nossa jornada cristã.
Diante do conceito que agora temos da graça e ao chegarmos à conclusão de que o Plano da Redenção é uma manifestação inaudita da graça, colocado em prática para revelar o caráter divino, podemos facilmente compreender a função da igreja na terra. Mas para que tal afirmação não seja interpretada como sendo uma ideia pessoal, citarei o que está escrito no livro Atos dos Apóstolos página 9: "Desde o princípio tem sido plano de Deus que através de Sua igreja seja refletida para o mundo Sua plenitude e suficiência. Aos membros da igreja, a quem Ele chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz, compete manifestar Sua glória. A igreja é depositária das riquezas da graça de Cristo; e pela igreja será a seu tempo manifesta, mesmo "aos principados e potestades nos Céus" a final e ampla demonstração do amor de Deus".


quarta-feira, 15 de abril de 2015

Hebraísmo



Nas escrituras sagradas são usadas expressões idiomáticas, típicas da cultura israelita, as quais chamamos de hebraísmo. Alguns textos ou, eu diria, grande parte dos textos da Bíblia são compreendidos de forma superficial ou até mesmo de maneira equivocada pela falta de conhecimento das mesmas. Um exemplo clássico é a referência que temos de quando um dos discípulos pergunta a Jesus quantas vezes devemos perdoar e então Ele dá a seguinte resposta: "Setenta vezes sete". Cristo aqui, se utilizou de um hebraísmo o qual quer dizer infinitamente. Ele não disse que devemos perdoar 490 vezes; mas sim, sempre!

Alguns religiosos negam a divindade de Jesus Cristo excluindo textos das escrituras ou tirando outros de seu contexto; porém, notem o seguinte, várias vezes, nos evangelhos Cristo usa as seguintes expressões referindo-se a si mesmo: "Filho do Homem" e "Filho de Deus". Esses não são conceitos ocidentais, onde dizemos sem distinção nenhuma que todos nós somos filhos de Deus. Nestas expressões usadas no hebraico, quando Cristo diz que é Filho do Homem, Ele refere-se à sua absoluta humanidade e, quando Ele diz que é Filho de Deus, está referindo-se à Sua absoluta Divindade. Por esse motivo, os que se recusavam a reconhecer a divindade de Jesus, O repudiavam e tramavam a sua morte, mesmo reconhecendo nEle todos os indícios de que era Deus encarnado.

O estudo das escrituras não deve ser baseado em uma leitura superficial. Requer uma pesquisa mais aprofundada e dedicada sob a influencia do Espírito Santo para que não aconteça que tenhamos uma compreenção equivocada ou mesmo limitada. Cristo era 100% Deus e 100% homem. Alguém cuja natureza é singular e incomparável. Conquanto fosse também um profeta era sem sombras de dúvidas alguém que se distinguia entre todos os profetas.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Criação e Evangelho

Sabemos que pertencemos a Deus tanto pela criação quanto pela redenção em Cristo Jesus, pois Deus não somente nos criou, mas, uma vez que transgredimos sua Lei e nos tornamos pecadores, em Sua infinita misericórdia e justiça, Deus colocou Seu amor em ação, o que chamamos de Graça, para redimir o homem e recriar nele a Sua imagem e semelhança que, por conseqüência do pecado, quase foi obliterada em nossa natureza. Sendo que o assunto da criação não é mais uma novidade para nós, cristãos, e o tema da redenção nos é particularmente um assunto de constante reflexão, o que mais podemos extrair destes temas uma vez que a Revelação de Deus, em todas as coisas, é uma fonte inesgotável do conhecimento?

É comum no mundo atual, por conta do ceticismo prevalecente, acreditar que somos uma evolução dos macacos, ainda que para tal argumento não existam evidências o suficiente convincente para que o mesmo seja sustentado. O cientista Michael Behe, por exemplo, declarou que acreditava na evolução porque o assunto é comumente ensinado nas escolas, mas o cientista afirma que nunca havia parado para fazer qualquer pesquisa sobre o assunto, até se deparar com um livro escrito por Michael Danton cujo título era “Evolução – Uma teoria em crise”. Foi então que começou a questionar a origem de todas as coisas e através de minuciosas pesquisas foi conduzido a concluir que existe um ser de natureza e mente superiores e que projetou todo o universo. Michael Behe só não definiu quem é esse ser superior. Para o cientista pode ser qualquer outra forma superior de existência, podendo ser atribuída a origem de todas as coisas até mesmo aos extras terrestres. O fato, no entanto, mais importante em suas pesquisas é que as mesmas são fortes evidências e até mesmo incontestáveis da existência de um criador.

A compreensão, tanto da criação quanto da “recriação” da terra e seus habitantes encontra forte argumento em descoberta ainda mais antiga de outro cientista – Isaac Newton e está relacionado à ação da entropia sobre toda forma de energia. O processo de abstração matemática, que determina uma perda da disponibilidade energética percebido na aparência da matéria que caracteriza um envelhecimento, revela aos cientistas que o universo um dia já foi novo. Não somente isso, mas a ciência, obrigatoriamente, por causa desta manifestação, concorda que é preciso existir uma fonte que realiza a manutenção desta energia. Para os estudiosos deste assunto, falta reconhecer que essa fonte é Deus.

Passamos do processo em si para a sua procedência – Deus. O processo de entropia crescente é uma das leis naturais que Deus criou e a mesma revela algo surpreendente e que por conta do orgulho humano isso não é reconhecido – nada é eterno em si mesmo, com exceção do Criador. É fato percebível neste processo de entropia. Diz a Bíblia que o pecado fez separação entre nós e Deus; Ele, que é a fonte que realiza a manutenção de toda forma de energia. Forte argumento para entender o porquê envelhecemos e morremos, porque existem tantas doenças degenerativas, porque tudo a nossa volta está maculado, deteriorado, envelhecido e desgastado. Porque estamos desconectados da fonte renovadora da energia.

As palavras de Jesus “Eis que faço novas todas as coisas” têm uma expansão e uma amplitude que vai muito além da compreensão limitada do ser humano. Através de um estudo detalhado das Escrituras Sagradas, nota-se que existem quatro motivos pelos quais Cristo veio ao mundo como um homem. 1) Revelar o Caráter de Deus; 2) Redimir o homem; 3) Destruir e extinguir pecado e pecador e 4) Restaurar a terra. A remissão do homem e a restauração da terra envolvem tanto a transformação da natureza espiritual e mental, quanto da natureza física. Neste ato, Deus vai realizar a manutenção de energia levando a criação aqui na terra ao seu estado original, quando saiu de Suas mãos. É este um dos pontos em que associamos a criação com o evangelho; pois, uma vez a humanidade foi criada no que diz respeito à sua origem e futuramente será recriada, recebendo pela manifestação do segundo Advento de Cristo, mente e corpo incorruptíveis. E mais uma vez pela manifestação da terceira vinda de Cristo que virá à terra com os Seus santos remidos após o milênio, contemplarão da cidade santa, que descerá do Céu como uma noiva adornada para o seu noivo, a restauração da terra pelo poder do Senhor dos Exércitos. Essa mensagem é “as boas novas do evangelho”, de que pelo sacrifício de Cristo Jesus, tudo será ”recriado” ao seu estado original.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

A Falha de San Andreas (Califórnia)




Com um comprimento de mil e trezentos quilômetros que se estende desde o México e cortando, por inteiro, o estado da Califórnia, a grande falha de San Andreas é um dos acidentes geológicos mais perigosos e onde se encontra a maior atividade sísmica do mundo.  Trata-se da maior linha de falha geológica, uma cicatriz na terra onde verifica-se a união entre duas placas tectônicas que se movem paralelamente uma a outra provocando terremotos de grande magnitude ao longo da fenda de San Andreas. Essas placas são a da América do Norte e da crosta terrestre do pacífico.  Ao longo da linha de falha de San Andreas foram registrados 13 terremotos em potencial, um desses aconteceu no ano de 1906 na cidade de San Francisco, numa escala de 7.8. A cidade teve 10% do seu território devastado e 28 mil edifícios foram destruídos. O evento marcou o inicio de uma série de pesquisas realizadas na falha de San Andreas as quais conduziram os cientistas a uma conclusão de que a pressão existente na falha provocará um terremoto em potencial colocando em risco as grandes cidades da Califórnia; uma entre as cidades afetadas que poderá desaparecer do mapa é a cidade de Los Angeles. Acredita-se que tal terremoto poderá até mesmo fender o estado separando-o da América do Norte. Conquanto pode-se ter um parâmetro da proporção do terremoto por meio de mensurações dos sismógrafos, a pergunta que ainda não tem uma resposta é: - Quando esse terremoto ocorrerá?

Depois de três dias do terremoto em San Francisco, um geólogo renomado foi contratado pela Califórnia com a finalidade de descobrir a causa do tremor que sacudiu a cidade de San Francisco. A coleta de várias evidências deu ao cientista a visão de uma aparente linha reta causando distorções em ferrovias, curvas em estradas; e uma, entre as evidências que mais chamou a atenção do pesquisador, uma cerca que separava dois terrenos, no Condado de Merry, havia sido dividida em duas partes as quais foram separadas por uma distância de 2 metros e meio uma da outra. O espaçamento causado entre uma parte da cerca e a outra, juntamente com as demais coletas levaram os pesquisadores a concluir que a terra havia se movimentado, esse movimento caracterizava dois tipos de crosta terrestre se deslizando paralelamente uma do lado da outra. A da região costeira em direção ao norte e a do interior para o sul.


As placas tectônicas mostram que a terra é flexível encontrando-se em movimento, e tais movimentos algumas vezes produzem enormes tremores. Os cientistas acreditam que a crosta do pacífico movimentou-se ao longo de milhões de anos, do pacífico, até chocar-se com a região costeira da Califórnia. Em até determinado momento, a crosta foi subduzida, fazendo com que a mesma se encontra-se um pouco abaixo da placa do continente Norte Americano. Quando não mais poderia seguir adiante, a crosta passou a deslizar pela lateral da costa.

Minha visão sobre esse ponto de vista contradiz, até certo ponto, a visão dos cientistas. Um dos minérios encontrados na fenda de San Andreas é a serpentinita, um minério que pode ser transformado em talco. Segundo os geólogos esse minério facilita o deslizamento da placa em algumas regiões da falha. O interessante é que os mesmos afirmam que o minério foi levado do oceano para algumas regiões costeiras; logo concluo que, possivelmente, a placa não tem se movimentado do pacífico em direção à costa da Califórnia, mas das próprias profundezas do mar se ergueu até onde hoje se encontra.
Outro ponto contraditório é a causa da existência das placas tectônicas. Elas formam um conjunto de provas sobre como o dilúvio se evidencia através da estrutura mundial. Lemos na Bíblia que houve uma chuva tão intensa que foi capaz de inundar todo o mundo; no entanto, a proporção de tal aguaceiro precisa ser estudada também à luz das evidências reveladas na própria estrutura terrestre. Conta o livro Patriarcas e Profetas, escrito pela autora americana mais traduzida no mundo todo, que não era apenas uma chuva, mas uma torrente que invadia o mundo; não somente da fonte dos Céus, mas do próprio interior da terra. Do seu ventre eram arrojadas ao alto enormes rochas que quando caiam de volta ao solo eram sepultadas pela força da queda. A estrutura da terra, sendo analisada no ponto de vista das placas tectônicas, mostra que o mundo é como um prato quebrado e que sobre os seus cacos estão a terra e os oceanos em constantes movimentos e isso, segundo minha visão, é atribuído às consequências diluvianas. Com certeza, conforme o relato das Escrituras Sagradas, a estrutura do mundo era bem diferente, antes do Dilúvio, de como se encontra hoje.

“A superfície toda da Terra ficou transformada com o dilúvio... A Terra apresentava um aspecto de confusão e desolação impossível de descrever-se. As montanhas, que haviam sido tão belas em sua perfeita simetria, ficaram despedaçadas e irregulares. Pedras, lajes e rochas irregulares estavam agora espalhadas pela superfície da Terra. Em muitos lugares, colinas e montanhas tinham desaparecido, não deixando vestígio do lugar em que se achavam; planícies haviam dado o lugar a cadeias de montanhas. Estas transformações eram mais acentuadas em alguns lugares do que em outros. Onde estiveram os mais ricos tesouros da Terra, em ouro, prata e pedras preciosas, viam-se os mais acentuados indícios da maldição. E sobre os territórios que não eram habitados, e aqueles em que houvera o menor número de crimes, a maldição repousou mais brandamente. Nesse tempo imensas florestas foram sepultadas. Estas foram depois transformadas em carvão, formando as extensas camadas carboníferas que hoje existem, e também fornecendo grande quantidade de óleo. O carvão e o óleo frequentemente se acendem e queimam debaixo da superfície da Terra. Assim as rochas são aquecidas, queimada a pedra de cal, e derretido o minério de ferro. A ação da água sobre a cal aumenta a fúria do intenso calor, e determina os terremotos, vulcões e violentas erupções. Vindo o fogo e a água em contato com as camadas de pedra e minério, há violentas explosões subterrâneas, as quais repercutem como soturnos trovões. O ar se acha quente e sufocante. Seguem-se erupções vulcânicas; e, deixando estas muitas vezes de dar vazão suficiente aos elementos aquecidos, a própria terra é agitada, o terreno se ergue e dilata-se como as ondas do mar, aparecem grandes fendas, e algumas vezes cidades, vilas, e montanhas a arder são tragadas. Estas assombrosas manifestações serão mais e mais frequentes e terríveis precisamente antes da segunda vinda de Cristo e do fim do mundo, como sinais de sua imediata destruição”. Ellen G. White - Patriarcas e Profeta, página 107-109.

As ultimas palavras deste texto mostra-nos que conquanto não temos uma data específica que determina os eventos catastróficos eles vão, com certeza acontecer com frequências e com intensidades maiores. Acreditar que esses eventos precedem a volta de Cristo vai além de qualquer fato científico ou de meras especulações, envolve apenas fé. Mas posso afirmar com toda certeza do mundo que as evidências falam por si mesmas e que conquanto a fé por si mesma já é o suficiente, as evidências são chamadas de sinais para que o mundo saiba que pouco tempo lhe resta.

“As profundidades da Terra são o arsenal do Senhor, donde foram retiradas as armas empregadas na destruição do mundo antigo. Águas jorrando da Terra uniam-se com as águas do céu para cumprirem a obra de desolação. Desde o dilúvio, o fogo bem como a água tem sido o agente de Deus para destruir cidades muito ímpias. Estes juízos são enviados a fim de que aqueles que consideram levianamente a lei de Deus e menosprezam Sua autoridade, possam ser levados a tremer ante o Seu poder, e confessar Sua justa soberania. Vendo os homens montanhas ardentes a derramar fogo e chamas, e torrentes de minério derretido a secar rios, submergindo cidades populosas, e por toda parte espalhando a ruína e desolação, o mais arrogante coração tem-se enchido de terror, e os incrédulos e blasfemos têm sido constrangidos a reconhecer o infinito poder de Deus”. 
“Manifestações mais terríveis do que as que o mundo jamais viu, serão testemunhadas por ocasião do segundo advento de Cristo. "Os montes tremem perante Ele, e os outeiros se derretem; e a Terra se levanta na Sua presença; o mundo e todos os que nele habitam. Quem parará diante do Seu furor? e quem subsistirá diante do ardor da Sua ira?" Naum 1:5 e 6. "Abaixa, ó Senhor, os Teus céus, e desce; toca os montes, e fumegarão. Vibra os Teus raios, e dissipa-os; envia as Tuas flechas, e desbarata-os." Sal. 144:5 e 6”. - Ellen G. White – Patriarcas e Profetas; página 109.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Evolução e as Filosofias Mortais



Adolf Hitler
 
“É absolutamente impossível acreditarmos ao mesmo tempo na Bíblia, como completa e literal Palavra de Deus, e acreditarmos na teoria da evolução. Mais que isso, é quase impossível acreditar em um Deus pessoal de qualquer espécie, e acreditar também na teoria da evolução. Os chamados evolucionistas teístas, que conseguem imaginar que a evolução foi o “método de Deus na criação”, os quais professam ver na evolução um grande, belo e bem organizado processo da natureza – que amplia e desenvolve as concepções do indivíduo acerca de Deus – estão sendo inexcusavelmente incoerentes. A evolução, por sua própria natureza, é uma teoria materialista; nada é senão uma tentativa de explicar os fatos da biologia em termos de leis da natureza, sem a necessidade de recorrer à idéia do sobrenatural ou divino. A quinta essência da teoria evolutiva é o mecanismo e a doutrina do acaso.
 Mas, se Deus realmente criou o universo, incluindo todos os seres vivos, pelo método da evolução, a este escritor parece ter Ele selecionado o método mais ineficiente, cruel e insensato para fazê-lo que se pode imaginar. Se o alvo era a criação do homem, que razão possível poderia ter havido para coisas tão desajeitadas como os dinossauros, os quais dominaram e vaguearam pela terra por milhões de anos, somente para morrerem antes de o homem haver aparecido na cena? Supostamente, a evolução se verificou por meio da luta pela existência; e a sobrevivência dos mais aptos, caso seja verdade (ou melhor, não é verdade), isso implicaria que Deus estivesse estabelecido deliberadamente uma lei a qual, para ser posta em prática, dependeria do credo de que o poder é direito, e os fortes devem exterminar os fracos. Milhões de animais devem ter perecido no decurso desse suposto processo evolucionário, e isso sem razão aparente se, conforme os modernistas asseveram, o homem era alvo final de tudo. Nas palavras de certo professor ateu “A história inteira da evolução revela e testifica que não existe inteligência atrás desse processo. Ninguém pode compreender a evolução e acreditar em Deus”.
Além disso, o caráter ateísta e satânico da doutrina evolucionista se evidencia nas muitas más doutrinas sociais que ela tem ajudado. Nietzsche e Marx, ambos radicalmente ateus, foram profundamente influenciados pelas idéias de Darwin acerca da seleção natural e da sobrevivência dos mais aptos. Esses aplicaram aos campos social e filosófico aquilo que Darwin havia tentado aplicar ao terreno biológico e assim prepararam suas filosofias mortais. De Marx, o mundo tem herdado o socialismo, o comunismo e o anarquismo. A filosofia de Nietzsche tem influenciado profundamente o pensamento político alemão, e tem se tornado o fundamento do intenso militarismo alemão do meio século passado. Mussolini era um dos mais zelosos discípulos de Nietzsche, e o fascismo foi o resultado disso. O Nazismos foi criado no mesmo esgoto. A evolução também é a base dos muitos tipos de doutrinas imorais que atualmente estão sendo ensinadas nos campos psicológicos por Freud Russel, e outros. Os evangelhos da melancolia, tais como o determinismo e o behaviorismo têm o mesmo fundamento”. A Bíblia e a Ciência Moderna página 32 e 33.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Circuito Cósmico


“O Salmo 19 desde muito tempo vem sendo fonte de diversão para os críticos da Bíblia. Falando acerca do Sol, diz o salmista “Principia numa extremidade dos Céus, e até a outra vai o seu percurso”. Tem sido afirmado que o autor desse versículo obviamente acreditava na antiga noção de que o sol gira em torno da terra.
Mas essa acusação é muito injusta, visto que continuamos empregando frases e palavras do mesmo tipo, simplesmente porque falamos de nosso ponto de vista natural de que o sol surge pela manhã acima do horizonte, atravessa o céu, e desaparece no outro extremo. A ciência inteira da astronomia e da engenharia náutica se baseia sobre a suposição, feita puramente por conveniência , de que a terra é o centro de uma grande esfera celestial, na superfície da qual se movem, em órbitas bem ordenadas, o sol, a lua, os planetas e as estrelas. E, no que tange a qualquer uso prático, assim é. Baseando-nos nessa premissa, podemos traçar cursos, determinar posições, e fazer vintenas de outras aplicações.
As palavras do salmista, entretanto, talvez tenham sentido profundo muito mais científico que isso. Os principais astrônomos acreditam atualmente que o sol, juntamente com o sistema solar inteiro, em realidade atravessa o espaço com uma velocidade tremenda de 1.160.000 quilômetros por hora, numa órbita tão gigantesca que são necessários dois milhões de séculos para completar uma volta. Além disso, é provável que nossa galáxia também esteja se movendo em relação às outras galáxias.
O circuito do sol é de uma extremidade a outra dos Céus! Quem pode acusar o Espírito Santo de ignorar a moderna astronomia?”. A Bíblia e a Ciência Moderna página 08 e 09.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Dinâmica da Vida

Se as pessoas parassem para pensar nos vários aspectos que envolvessem a sua experiência de vida, veriam no ato da reflexão muito mais motivos para se alegrar do que para murmurar contra as dificuldades circunstanciais. É lógico que existem situações que nos colocam prá baixo e, dependendo do trauma, é quase impossível a superação; mas, preste atenção na palavra “QUASE”; ela precede a palavra “IMPOSSÍVEL”, portanto, a superação é sempre um alvo atingível por mais difícil que seja. O problema é se centralizar no problema; somando, então, problema mais problema qual será o resultado?
Muitas pessoas, eu diria até que, a maioria delas, anda como se tivesse um tapa olhos como os que são colocados nos cavalos, impedindo-as de ver o que está à sua volta. Ao invés de buscar, mediante o uso da inteligência, formas de superação, acabam se encerrando nos problemas, colocando uma estaca para delimitar a expansão do próprio ser.

É possível, mesmo com as experiências ruins, aprender algo de bom. Pelo menos a má experiência pode nos ensinar como não cometer os mesmos erros. Ninguém precisa errar para aprender; porém, uma vez que somos seres falhos e erramos com naturalidade, o importante de tudo é fazer uma conversão do caminho que até então estava sendo trilhado para outro melhor. Lembre-se dos ditados: “errar é humano, mas, persistir no erro é burrice”. “E quando a cabeça não pensa o corpo padece”. Existe uma grande diferença entre ser inteligente e ser sábio. Mas esses conceitos, quando unidos, podem ajudar-nos a alcançar o sucesso nas nossas aquisições. A inteligência é a capacidade que temos de assimilar e processar informação que resultarão em conhecimento; ao passo que, a sabedoria é a capacidade que temos de colocar em prática aquilo que aprendemos. Portanto, não basta ser inteligente; é preciso, saber viver.

Tenho ouvido pessoas dizerem que é melhor se arrepender das ações que deixamos de fazer do que as que as que fizemos. Será? – E quando pergunto – Quais são as que você deixou de fazer? – Nossa! Tenho até vontade de tapar os ouvidos. Que bom que você não fez! Essas são as palavras imediatas da minha consciência. Se tivermos que nos arrepender por algo que não foi feito, que seja pelos atos de bondade negligenciados ao próximo, por não ter confortado o coração dos aflitos, por não saciar a fome dos famintos e a sede dos sedentos, por não ter visitado os que estão isolados da sociedade por motivos de doença, por não ter levado uma mensagem de advertência, arrependimento, paz e esperança aos que negligenciam as leis de Deus e, principalmente, por não ter utilizado a nossa influência para motivar outras pessoas na pratica da caridade.

Quanto ao que fizemos, se os atos forem bons, de fato, não há o que se arrepender? – mas se pelo contrário, nossas atitudes prejudicaram não somente a nossa integridade física e moral, mas a de outros também, terrível é o fim de quem não se arrepende e não se converte para a prática de boas obras.

É relativo demais ensinar o arrependimento a partir dos atos que não fizemos, tanto quanto é relativo ensinar que não devemos nos arrepender de algo que foi feito. Imagine que você está super atrasado para uma reunião de trabalho e, ao andar pelas ruas da cidade, dificilmente você consegue pegar um farol aberto. Imagine então que por causa desses faróis você chegue mais atrasado do que o previsto. Então você começa a se sentir arrependido por não ter passado por alguns daqueles faróis sem esperar abrir o sinal verde para evitar o atraso. Agora pense nas possíveis conseqüências de transgredir as leis de transito, tais como: multas por passar em farol vermelho, pontos na carteira de motorista, atropelamento de pedestre e/ou batida de carro... o mínimo é você pagar pela transgressão mediante multa sem ocasionar a morte de alguém, o máximo é você ir preso por homicídio culposo. Em todas as circunstâncias percebemos que não há motivos para se arrepender de não ter transgredido uma entre as leis de transito. Talvez, você pode perguntar; mas se ao invés de se arrepender por não passar pelos faróis fechados, porque não se arrepender de não ter acordado mais cedo? – Está vendo? – Esse exemplo básico é uma representação de todas as circunstâncias da vida. Tudo tem que ser devidamente analisado da causa para o efeito, tanto o que foi feito quanto o que deixamos de fazer. Existem práticas as quais jamais deveriam existir uma vez que violam os preceitos, as leis e os estatutos que protegem a vida como um todo. Além de evitá-las, não devemos nos arrepender porque poderíamos tirar alguma vantagem delas, principalmente, se com isso, afetarmos de forma negativa a vida de outros.  

Aprender a tirar algo de bom de momentos ruins, não quer dizer continuar na pratica do que é errado, ou aderir aos hábitos prejudiciais os quais antes não nos pertenciam, só porque parece ser interessante em determinadas situações. O aprendizado com as experiências negativas envolvem desarraigar do nosso caráter falhas, inclinações, vícios e todos os hábitos nocivos. A vida é uma dinâmica interessante e devemos corresponder aos processos dessa dinâmica sendo pessoas melhores do que fomos no passado, e piores no presente do que como seremos no futuro; porém, se pouco ou nada fazemos para a reconstrução do nosso ser, ao invés de nos desenvolvermos dia após dia, seremos cada vez piores e as conseqüências dos nossos atos revelarão quem de fato somos.

“Portanto, transformai-vos pela renovação da vossa mente para que experimenteis qual seja a boa e perfeita vontade de Deus”

Meu pensamento é contrário ao ditado que diz existir solução para tudo menos para a morte. Pois segundo as escrituras sagradas até para morte há solução, e a mesma é proporcionada mediante o sacrifício de Cristo; porém, para o tempo que se perdeu não existe solução. Esse, além de ser irrecuperável, é incalculável. Não somos capazes de mensurar quais seriam os resultados de nossas boas ações se tivéssemos aproveitado todo o tempo que nos foi disposto. Por esse motivo é que devemos não somente nos arrepender, mas chorar com o coração contrito e buscar o perdão de Deus.

“Tanto o mau que fazemos quanto o bem que negligenciamos, reflete do ofendido e negligenciado, para Deus...em ambos os casos as conseqüências são incalculáveis”.