Muitos têm um conceito equivocado da influência. E eis aqui um assunto, no qual, todo ser humano deveria prestar conscienciosa atenção. Isso porque a mesma, contrário ao que a maioria das pessoas pensa, não é uma escolha. Ninguém escolhe influenciar ou ser influenciado, pois todos nós somos naturalmente influenciáveis. Todas as nossas decisões partem constantemente dos estímulos que recebemos, através das pessoas do nosso convívio, do ambiente que vivemos, da cultura do lugar onde moramos e até mesmo da herança genética dos nossos antepassados. Foi através do livro Orientação da Criança que pude comprovar esse fato; pois, desde o início ao fim do livro, a autora Ellen White, tratou de três fatores que contribuem para a formação do caráter de uma pessoa. E esses fatores são: Ambiente, Genética e Vontade. De todos eles, o mais importante é a vontade. Isso porque, é através dela que exercemos o nosso livre arbítrio e é pela mesma, em união com o poder divino, que podemos vencer os maus hábitos adquiridos por meio dos outros dois fatores.
Portanto, é um equívoco dizer aos filhos, ou a qualquer pessoa que faça parte de nossa esfera de relacionamento, a fazerem o que falamos e não o que fazemos; pois, todas as nossas decisões, sejam elas, apenas idéias ou hábitos, exercerão o seu poder de influência sobre os mesmos e sobre outros ainda.
Tenho observado um número crescente de pessoas que dizem serem livres, sem qualquer espécie de compromisso os quais elas julgam ser o seu aprisionamento. Mas quando eu observo suas vidas repletas de decisões mal tomadas e de conseqüências trágicas, percebo que elas não sabem o verdadeiro significado da liberdade. Ser livre não significa fazer tudo o que queremos de uma forma aleatória, sem reflexão e sem comprometimento com as conseqüências. Mesmo para a liberdade existem limites muito bem estabelecidos, e quando nos encontramos dentro desses limites é que somos verdadeiramente livres. É, no entanto, quando esses são ultrapassados que deixamos de gozar essa tão doce liberdade para nos tornarmos escravos das conseqüências. Um pai educa seu filho impondo limites porque sabe que se ele for obediente as suas regras, não trará sobre si resultados que o prenderá em conseqüente sofrimento. Isso é verdadeiramente liberdade. A liberdade sem limites escraviza; as regras, estabelecidas para a ordem universal, liberta. E essas regras envolvem hábitos que produzam bem estar, e que não se limita a vida individual de uma pessoa, mas de todas aquelas que estão sob sua influência.
Vale a pena lembrar que, todas as nossas decisões, são resultado de influências e estímulos de tudo o que nos envolve como ser humano tanto quanto também fazem parte de uma forma ativa e efetiva desse ciclo de influências. Logo nossas péssimas decisões, além de nos escravizar, escravizam também, os que fazem parte da nossa esfera de influência, e assim essa cadeia segue seu rumo devastador em seu amplo efeito dominó. Assistindo a um documentário no programa Fantástico da TV Globo, o qual relatava a realidade de uma das favelas mais perigosas do Rio de Janeiro, foi perguntado a uma criança de mais ou menos oito anos, o que ela queria ser quando crescesse, ao que ela respondeu “-”Traficante”. Notem a influência exercida sobre uma pequenina criança incapaz de mensurar o peso de suas palavras, porém tão aparentemente resistente em sua decisão. De onde vem tão forte influência?”.
Quanto maior é a sua esfera de relacionamento, maior será a sua responsabilidade de influenciar positivamente a vida de outros, quantos; porém, tem perdido de vista tão honrosa posição. Principalmente quando é assumida uma função pública onde o mais alto e elevado exemplo deveria ser levado em conta. Vemos claramente esse efeito dominó de influências negativas, através de decisões mal tomadas ou mesmo de outras que nunca deveriam ser postas em práticas por políticos que ao invés de cumprirem seu dever perante o populacho, negam-lhes esse direito. Não encorajam diretamente a violência; porém, pelo péssimo emprego de suas influências tem sentenciado toda uma população a escravidão de suas decisões. E como disse Jesus Cristo: ”Ai de quem fizer um desses meus pequeninos pecarem...”.
Essa é a chamada lei da causa para o efeito, onde percebemos; porém, sem a capacidade de poder mensurar, os resultados bons ou ruins que nossas decisões causaram. Portanto, é de grande importância ponderarmos os nossos atos. Nossas atitudes devem partir de uma profunda reflexão, visando, inclusive, a amplitude não calculada que a nossa influência pode exercer sobre a vida de outras pessoas. Vale a pena fazer a seguinte observação, aquilo que nos afeta, afetará também a outros; isso porque, ninguém vive para si, ninguém pode viver isoladamente. Embora a alienação seja a mãe de todas espécies de males causadas a nossa sociedade, não há quem consiga mudar o fato de que, dependemos de Deus e uns dos outros.
A influência é o estímulo dos três fatores – ambiente, genética e vontade – que contribui para a nossa tomada decisão. Ela não determina a ação, pois isso seria predestinação, o que anula o livre arbítrio; porém, nos impulsiona a uma resposta diante de um estímulo. A pergunta, no entanto, não é se somos influenciáveis, visto que isso é puramente natural, a pergunta é, de que forma estamos exercendo nossa influência ou como estamos sendo influenciados. Por isso é que costumo dizer, a base que uma pessoa formadora de opinião tem que ter é o conhecimento e, principalmente, o conhecimento de Deus; pois, aquele que ama a Deus amará também o seu próximo. A união do conhecimento com a orientação divina ajudará a pessoa a tomar as melhores decisões diante de um estímulo e o seu exemplo será uma influência vivificante para os que fazem parte do seu circulo de relacionamento.
“Há uma ciência do Cristianismo a ser dominada - ciência tão mais profunda, ampla e elevada que qualquer outra ciência, quanto o Céu está mais alto do que a Terra. A mente deve ser disciplinada, educada e exercitada; pois os homens devem fazer serviço para Deus por maneiras que não se acham em harmonia com sua inata inclinação. Muitas vezes devem o preparo e a educação de toda uma existência ser rejeitados a fim de que a pessoa se torne discípula na escola de Cristo. O coração deve ser educado a firmar-se em Deus. Adultos e jovens precisam formar hábitos de pensamento que os habilitem a resistir à tentação. Cumpre-lhes aprender a olhar para o alto. Os princípios da Palavra de Deus - princípios tão elevados como o céu e que abrangem a eternidade - devem ser compreendidos em sua relação para com a vida diária. Todo ato, palavra e pensamento devem estar em harmonia com esses princípios”. Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, pág. 20.
“Sede resolutos em vos tornardes úteis e eficientes como Deus o quer. Sede pontuais e fiéis em tudo quanto empreenderdes. Aproveitai toda oportunidade ao vosso alcance para fortalecer o intelecto. Seja o estudo de livros combinado com um útil trabalho manual, e assegurai-vos por esforço fiel, vigilância e oração, a sabedoria que é de cima. Isso vos dará educação completa. Assim podeis crescer no caráter e ter influência sobre outras mentes, habilitando-vos a conduzi-las no caminho da justiça e santidade”. Parábolas de Jesus, pág. 334.

verdades lindas verdades Julian jhon`s.tenho ouvido muitas pessoas não entenderem o peso desta palavra salvação individual e tenho ficado triste pois sem influência coletiva a igreja é morta entende julian Jhon`s?
ResponderExcluirConsigo entender sim Maurício; mas, essa é uma lição que muitos aprendem a duras penas.
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